Mais uma cantora hypada… mas dessa vez é boa!

Esqueça a farsa de Lana Del Rey. A nova cantora americana que está sendo hypada desde o fim de 2012 é Sky Ferreira. A única semelhança entre as duas é o bocão, já que as músicas de Sky são excelentes e não tem aquela cara de som de churrascaria feito pra tocar em rádio FM. O EP Ghost é incrível, com destaque para a popíssima dançante “Everything Is Embarassing” e a linda balada “Sad Dream”.

Como não amar alguém que coloca um tweet da Lindsay Lohan como cover do Facebook? <3

Como não amar alguém que coloca um tweet da Lindsay Lohan como cover do Facebook? <3

Semana passada, Sky fez seu debut na tv americana, claro, no programa de Jimmy Fallon, com seu visual noiva de Chucky. Infelizmente não dá pra incorporar o vídeo aqui por causa das limitações do WordPress, mas aí vai uma performance ainda mais legal na Newtown Radio, com direito a “You’re Not The One”, música de seu próximo álbum, de bônus :)

Baile funk hipster

Azealia Banks é um desses nomes que aparecem out of nowhere e de repente quebram tudo. Como resistir a esse funkão da Chatuba feat NYC?

A menina botou todo mundo pra rebolar no Jockey sábado. OK, ela segurou as mais bombadas pro fim do show, ensanduichado entre as apresentações do Suede e do Garbage, o que mostra que a gatam é esperta.

O ritmo da moça é tão contagiante que tinha gente fazendo Gangnam Style na hora em que ela tocou seu megablaster hit, “212″.

A moça, se tiver cabeça no lugar e um plano de carreira legal, chega longe. Pelo menos, ela é muito mais divertida do que qualquer Rihanna dessas.

O lixo mais lindo

Depois de anos – década e meia, melhor dizendo – de espera, o Garbage finalmente veio ao Brasil. E fez um show pra ficar gravado na retina, no cérebro e na alma de todo os darklings.

Shirley Manson, a diva (que depois andou dando pinta na Bienal) mostrou que a banda estava feliz de verdade em estar ali, falando com o público e sendo uma espécie de tia descolada dando dicas pra garotada: “montem uma banda AMANHÃ DE MANHÃ, esse é o melhor emprego do mundo porque você conhece suas bandas preferidas e viaja conhecendo culturas diferentes” e mostrando que “presença de palco” não é ser poser ou shoegazer: é GANHAR O PÚBLICO. Tudo bem que ela ganhou todos ao entrar muda no palco, mas vê se não é isso que se espera de uma banda de rock?

E pra completar eles tocam “Crush #1″. Aí, vc me mata, Shirley.

Inesquecível…

Nossa melhor amiga Beth Ditto

De vilã de novela a melhor amiga da galera. Em pouco mais de uma hora de show do Gossip, Beth Ditto fez de tudo para se redimir da mancada com o público brasileiro quando cancelou não só um, mas dois shows da banda em momentos diferentes da carreira. Apelou até para um “estamos juntos há quatorze anos, mas vocês são a melhor platéia que já tivemos até hoje”. Apesar da forçação de barra, a simpatia de Ditto e um set list econômico e bem acertado fizeram deste o melhor e mais divertido show do Planeta Terra 2012.

A empatia começou logo quando a banda entrou no palco. Beth surgiu com seu tradicional modelito largo e esvoaçante cobrindo um corpete preto, de cabelo comprido preto e franja vermelha, pulando pelo palco e cantando o “oi oi oi” do Kuduro que acompanhou o Brasil inteiro nos últimos meses como abertura da novela Avenida Brasil. Logo emendou um “hello, we’re the Kings Of Leon”, seguido da primeira música do set, “Love Long Distance”.


“Move In The Right Direction”, primeiro single do novo álbum do Gossip, foi uma das primeiras músicas do set list e empolgou bastante

Descalça e dançando o tempo todo, Beth alternou entre momentos de pura fofura, repetindo dezenas de vezes “desculpe” (em português mesmo) e prometendo que nunca mais o Gossip cancelaria um show aqui, e outros momentos de pura escrotice, arrotando ao microfone (“desculpem, eu também sou humana”). Fez um comentário sobre o Garbage que até agora não entendi se foi irônico ou se ela realmente gosta da banda. Elogiou o show da atração anterior do Claro Indie Stage, The Drums. Deu suas pulseiras para um fã na platéia, perguntou seu nome (que provavelmente era André) e dedicou a música seguinte a seu novo namorado gay brasileiro Angel :)

O set list misutrou os maiores hits dos álbuns anteriores com quase metade do disco novo, A Joyful Noise – estes, nitidamente os momentos mais desanimados do show. A vocalista cantou trechos de “Bad Romance” de Lady Gaga em “Listen Up!”, “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana em “Standing In The Way Of Control” e ainda citou “La Isla Bonita” de Madonna e Ramones duas vezes. Destaque para o ótimo cover de “What’s Love Got To Do With It” de Tina Turner.

Tudo era festa para Beth Ditto. Tomou caipirinha, brindou o público com um “suude” que ninguém entendeu, até ser corrigida e mandar um “saúde” meio atrapalhado. No final do show, usou uma bandeira do Brasil como vestido e deu dicas às gordinhas de como ajustar um vestido usando os seios como apoio. No bis com “Heavy Cross”, apenas de corpete, cantou a música toda na grade que dividia o vão do palco e o público, abraçando, beijando e tirando fotos com todo mundo da primeira fila. Sozinha no palco, se despediu de vez da platéia brasileira cantarolando “We Are The Champions” do Queen.

Beth Ditto vai para a galera em “Heavy Cross”. Foto de Fernando Borges/Terra

Pode não ter sido um show tecnicamente perfeito como foram Suede e Garbage, mas foi uma amostra de como um show é mais divertido quando a banda tem um front-man – no caso front-woman – despachado e carismático. Se ainda havia algum ranço pelo Gossip devido às mancadas do passado, a “performance” de Beth Ditto acabou com ele.

BANDA DA SEMANA: Azealia Banks

Continuando nosso passeio pelas bandas e artistas que participarão do festival Planeta Terra no próximo dia 20, hoje falaremos sobre a rapper norte-americana que é um dos grandes hits do ano, não só na música mas também nas polêmicas da internet: Azealia Banks.

Azealia Banks polemizando na capa da Dazed & Confused de setembro

A moça tem só 21 anos de idade, um EP e uma mixtape na bagagem, mas é queridinha da mídia desde que apareceu na lista de pessoas mais cool da New Musical Express no final de 2011. Descoberta por Diplo (sim, aquele que ajudou a catapultar o Bonde Do Rolê) quando ainda se auto entitulava “Miss Bank$”, em 2009, já começou quebrando o pau com o produtor Richard Russell e caindo fora do selo XL Recordings, por onde lançou apenas um single. Um dos grandes méritos de Azealia foi  então utilizar o YouTube para viralizar seu trabalho e chamar a atenção do público e da mídia com sua postura escrachada e debochada.

Ainda em 2011, lançou o single de “212″, com participação do rapper Lazy Jay. A letra da música já mostrava uma das marcas registradas da rapper: a boca suja (“Now she wanna lick my plum in the evening/And fit that ton-tongue d-deep in/I guess that cunt getting eaten“)

Até o momento, os únicos registros da cantora são o EP 1991 (seu ano de nascimento), lançado em maio com apenas quatro faixas (fato que o tornou inelegível para algumas paradas, como a inglesa) e a mixtape Fantasea, uma montagem colaborativa cheia de samples com participação de vários produtores, como Liam Howlett, do Prodigy, e lançada em junho. A mixtape rendeu o single “Esta Noche”.O primeiro e muito esperado álbum já tem nome, Broke With Expensive Taste, e lançamento programado para fevereiro de 2013.

Não demorou muito e convites para parcerias apareceram. Azealia está em uma faixa do novo álbum do Scissor Sisters (embora a participação não tenha sido creditada) e em remixes de artistas como Major Lazer, Lana Del Rey, M.I.A. e Lady Gaga. As premiações também chegaram rápido: a cantora ganhou reconhecimentos no NME Awards e no Billboard Awards.

Polêmica é um dos ingredientes da carreira de Azealia até agora. A capa acima, da revista Dazed & Confused, foi banida em sete países antes mesmo da revista ser lançada. Em junho, ela xingou seu ex-empresário no Twitter, dizendo que preferia ter uma mulher ou um gay como manager, e em seguida deletou sua conta no microblog. Depois, cancelou shows em alguns dos maiores festivais de música com a justificativa que queria trabalhar em seu primeiro álbum. Comparações com Nicki Minaj foram inevitáveis, mas Banks logo tratou de se declarar uma outsider do establishment hip-hop e pop em vigor.

A grande questão é: Azealia Banks consegue sobreviver ao hype ou terá que continuar se baseando em letras e capas de revista polêmicas? Bom, pelo menos nós brasileiros teremos a chance de conferir uma performance em seu melhor momento. E tem tudo pra ser um show bem divertido!

BANDA DA SEMANA: Gossip

A menos de um mês do festival Planeta Terra 2012, está mais do que na hora de falarmos sobre outras bandas que abrilhantarão o festival. Já falamos de Best Coast e Suede, agora é a vez daquela que desperta amor e ódio entre os indies/hipsters brasileiros: The Gossip.

Beth Ditto em dois momentos: posando ao lado do estilista Karl Lagerfeld e bem a vontade no palco.

O amor vem do fato incontestável que, pelo menos entre 2006 e 2009, o Gossip era uma das bandas mais bacanas do cenário. Não só pelo rock pesado e dançante que flertava com o discopunk, mas também pela figura carismática da vocalista Beth Ditto. Com dezenas de quilos acima do peso e investindo em maquiagens e figurinos extravagantes, Ditto e sua voz poderosa com um quê de cantora soul provaram que atitude é muito mais importante que um rostinho bonito e um corpo esbelto, e se tornou sex symbol e presença constante em editoriais de moda. Sua postura ficava ainda mais explícita no palco, onde se sentia a vontade para cantar seminua. Polêmica, admitiu várias vezes não gostar de usar desodorante ou raspar as axilas. Por fim, Ditto é lésbica e militante dos direitos homoafetivos, ganhando a simpatia dos fãs gays do Gossip.


Faixa do primeiro álbum do Gossip, That’s Not What I Heard, quando soavam como as bandas de riot grrrls dos anos 90, inclusive com letras de temática gay.

Curiosamente, o ódio vem por conta de atitudes da própria Ditto, que já melou duas vindas do Gossip ao Brasil. Em 2008, a banda cancelou seu show no TIM Festival alegando um “inesperado conflito de agendas”. Desculpa, mas como é possível constatarem uma confusão de datas apenas a poucos dias da apresentação? Quem não quis o dinheiro do ingresso de volta teve que se contentar com Klaxons e Neon Neon, rs. Em 2010, estava tudo certo para a presença do trio no Festival Virus Chili Beans. Eis que surge um comunicado oficial dizendo que o evento foi cancelado devido “problemas de saúde de Ditto”. My ass! Logo veio à tona que Beth havia terminado um relacionamento de nove anos e estava arrasada. Bitch, please! Todo mundo tem direito de ficar mal em uma situação como essa, mas e o profissionalismo, cadê?


Beth vai pra galera.

Bem, vamos falar da música do Gossip, que é o que interessa, né? Depois de dois EPs, um split-EP com a banda Tracy + The Plastics, dois álbuns de estúdio e um ao vivo, todos sem muita repercussão, o trio ganhou o mundo com “Standing In The Way Of Control”, do álbum homônimo de 2006. Com batida discopunk, baixo marcante e destacado e guitarra pesada, o som do Gossip se mostrou perfeito para as pistas e ganhou remixes de gente como Soulwax, Le Tigre e MSTRKRFT. O álbum seguinte, Music For Men, de 2009, consolidou o sucesso, e já mostrava um direcionamento mais pop.


“Love Long Distance”, de Music For Men, cita “I Heard It Through The Grapevine”, de Marvin Gaye.

Após um pequeno hiato, em que Beth aproveitou para lançar um EP solo com ajuda do Simian Mobile Disco, lançaram em maio deste ano A Joyful Noise, com uma capa bem bizarra. O álbum me decepcionou um pouco por um simples motivo: falta de pegada. Cada vez mais, o Gossip foi deixando de lado o punk e ficando só com o disco. O primeiro single, “Move In The Right Direction”, não me empolgou, apesar do vídeo bem bonito. A melhor música do álbum é justamente a última, que deixa a esperança do retorno de um Gossip mais rock n’ roll.


Cadê as guitarras, pessoal??

Todos esperamos que o Gossip se redima com um excelente show, já que são headliners do indie stage do Planeta Terra. E olha, depois de tanta mancada com o público brasileiro, vão ter que rebolar e suar MUITO. Mas acho que rebolar e suar é algo que não preocupa Beth Ditto não…

O video game do Boy George

Na época do lançamento de “Video Games”, o “hit” de Lana Del Rey, Deus e o mundo fez cover da música. Eis que, quase um ano depois, surge o cover definitivo para a canção. E, convenhamos, só um cara do naipe de Boy George para dar à esta bela canção a interpretação que ela merece. Ainda por cima, o vídeo é muito bonito!

“Da próxima vez, pense na minha vagina, tá?”

Lana Del Rey parece não dar uma dentro, tadinha… No último final de semana, apresentou uma versão ao vivo bastante sofrível de “Heart-Shaped Box” do Nirvana para sua platéia em Sydney. O fato não passou batido pela viúva de Kurt Cobain, nossa querida e amada idolatrada salve-salve Courtney Love, que aproveitou pra dar uma trollada básica em Lana via Twitter (não preciso dizer para ler de baixo para cima, certo?)

Courtney Love, sempre muito fina…

Lana, aparentemente, preferiu não se manifestar…

cri… cri… cri…

Mas convenhamos… a versão da Lana é MUITO RUIM!!

“TÔ PUTA CONTIGO, MARLUCE!!”

Banda da semana: Hot Chip

E a banda dessa semana é o Hot Chip, quinteto de musica electro-pop de Londres que recentemente lançou o (lindo) álbum In Our Heads.

Já há quase dez anos na estrada lançando álbuns (e antes disso, eles o faziam por conta própria), a banda é conhecida por seu sinthpop que faz sucesso em pistas do mundo todo. Fazendo barulho na cena indie, a banda foi ganhando notoriedade pelo seu som aos poucos até chegar a tocar nas edições de 2008 e 2010 de Glastonbury. Hoje, o quinteto é contratado da DFA Records, selo do James Murphy (aka LCD Soundsysytem). Além disso, a banda já tem uma indicação ao Grammy na categoria Gravação de Dance Music (o Grammy e suas 178 categorias), perdendo para “Harder, Better, Faster, Stronger”, do Daft Punk, e colaborações com artistas como Peter Gabriel, Vampire Weekend e uma cover de “Transmission”, do Joy Division.

O maior sucesso veio com a irresistível “Ready For The Floor”, integrante do álbum Made In The Dark de 2007. Ainda que a banda não tenha estourado a ponto de se infiltrar no mainstream, já é um tremendo hit, emplacando inclusive faixas em trilhas sonoras de filmes de Hollywood. E que, aliás, deve estar num dos festivais que rolam no Brasil no segundo semestre.

O mais legal do Hot Chip é que a banda, mesmo depois de tanto tempo, não perdeu a mão para fazer musicas pegajosas a ponto de grudar no ouvido e não mais largar, mas sem descambar pra italo-dance, ou seja, manter uma cara, integridade ao seu som. Tanto é que que foram parar em festivais de todo o mundo botando neguinho pra dançar sem parar.

Mais rapidinhas

Vamos dar aquela olhadinha nos ultimos (e nem tão ultimos assim) lançamentos de albuns? Vem comigo:

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MetricSynthetica

O novo álbum dos canadenses é coisa linda. Bem menos “alegrinho” do que outros trabalhos, mostra que a banda continua fazendo melodias bacanas, com punch e perfeitas pra ouvir com amigos naquele esquenta, embora ele mereça uma audição mais carinhosa.

Depois de fazer sucesso enorme com o album anterior, “Fantasies, lançado pela própria banda e que os colocou em trilhas de filmes de Hollywood e rendeu prêmios em seu país natal, a banda de Emily Haines demorou três anos pra lançar “Synthetica”. Valeu a pena esperar, mas não fica nisso: ainda esse ano eles lançam a trilha sonora do novo filme de David Cronenberg, “Cosmopolis”, que eles escreveram junto com o trilheiro Howard Shore, colaborador habitual do diretor e também de Peter Jackson e Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes). Tem muito Metric ainda pra sair!

Norah JonesLittle Broken Things

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Norinha tá de volta com um album que deixa mais claro ainda que a linda quer fazer uma carreira diversificada, sem se repetir. Norah já tinha se distanciado da linha mais jazzistica em “The Fall”, seu album anterior mas o trabalho com o produtor Danger Mouse no curioso e bacanissimo “Rome”, uma especie de trilha sonora de western spaghetti sem o bang bang italiano, fez com que a parceira se repetisse em sua carreira, gerando o bonito “Little Broken Things”.

Como muitas vezes o momento mais criativo e fertil de um artista se dá quando ele termina um relacionamento, Norah solta seus bichos aqui depois de romper um namoro longo com um integrante de sua banda. Daí que as canções são tristes mas ao mesmo tempo tem “guts”, não soa como chororô. Além disso, como o proprio video de “Happy Pills” mostra, Norah investe um pouco mais no fim da imagem mais fofa que sempre a acompanhou. Os pontos altos do álbum são justamente esse primeiro single e a sombria “Miriam”.

The WalkmenHeaven

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Podem me dar porrada mas eu não conhecia o The Walkmen. Até que um dia vi na parte de lançamentos do Rdio que eles tinham album novo na praça e fui ouvir. E me apaixonei.

“Heaven” é LINDO. É daqueles cds que pegam você de jeito e não saem da tua cabeça. Especialmente pra alguém como eu, um melancólico incorrigível que adora musica lowdown. Que fique claro: o cd não é chororô não e a voz do Hamilton Leithauser é rascante o suficiente pra tirar qualquer ranço ou excesso de mimimi, mas a melancolia que perpassa o album faz com que ele fique bm de ouvir tomando um vinho nesse friozinho, com ou sem uma coberta de orelha pra aquecer. Agora, fica a pergunta: o paraíso dos homens que andam é triste assim?

Pra mim, “Heaven”já disponta como um dos possíveis albuns do ano.