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Como o hipster pode ser mainstream “sem parecer vulgar”

Por Victor Albuquerque 24 Jul 2012 Comments
Como o hipster pode ser mainstream “sem parecer vulgar”

Esse emblemático título poderia fazer parte de uma daquelas montagens de sucesso no facebook com a imagem do programa “Casos de Família”, do SBT, e com razão, é um tema polêmico, não é mesmo, Márcia?

Hipster ou mainstrem? Ser ou não ser, eis a questão!

Hipster ou mainstrem? Ser ou não ser, eis a questão!

Pense naquela gatíssima, ou naquele lindíssimo, que sabe do que é capaz e usa esse potencial para conseguir o que quer, por bem ou por mal. É mais ou menos disso que vamos falar, dentro dos termos “como ser sexy sem ser vulgar”, mas no mundo da música.
Se tem algo que nos deixa chateados é a vulgarização do som daquele artista que tanto gostamos, objetivando única e exclusivamente atingir a massa [espirra] Calvin Harris [/espirra]. Mas há como dar aquela “sensualizada” sem parecer uma piranha louca querendo chamar atenção.
Percebemos que aquilo que, teoricamente, seria “indie”, “alternativo” ou “hipster”, não existe quando na verdade tais termos surgiram apenas para segmentar determinadas sonoridades, ou postura, ou atitudes, afinal, tudo o que é consumível é pop, ponto final. Vivemos em um mundo capitalista e sua banda norueguesa com influências escandinavas favorita e que “só você conhece”, quer vender discos e lotar casas de show para ganhar dinheiro sim!

"Não é mesmo, Gotye?", questiona Kimbra.

“Não é mesmo, Gotye?”, questiona Kimbra.

Para aqueles mais radicais é difícil admitir que bandas como Bon Iver ou os canadenses do Arcade Fire são frutos da música pop, mais ainda falar que Björk faz música pop é uma blasfêmia, nada disso, o sucesso que eles atingiram sem a vulgarização de seu som é indiscutível, então estão perfeitamente enquadrados na música pop, mas isso não tira em hipótese alguma mérito e credibilidade.
Percebemos que um som que não chega a ser totalmente vendido, mas tem sim, elementos que podem atingir a massa, é algo comum ao ver o sucesso de Gotye, com sua improvável “Somebody that I used to know”, até mesmo do Fun. que tem uma vertente pop super forte, aliás, trabalhando com auto-tune e melodias bastante chicletes.

Vamos a alguns exemplos:

Sendo mainstream sem ser vulgar:

Foster The People
Uma banda que entrou nos mais vendidos do iTunes com seu disco de estréia, fazendo um som tão bom não é pouca porcaria, merece respeito. Mesmo que seguindo uma certa fórmula do sucesso, os “bonitinhos da mamãe, genrinhos que qualquer sogrinha gostaria de ter” do Foster the People já começaram a carreira sensualizando muito sem vulgarizar na pista, com o sucesso estrondoso de “Pumped Up Kicks”, o debut da banda veio cheio de músicas que se superavam, todas muito bem produzidas, e surpreendeu. Sucesso mais do que merecido.

Ouça: Houdini

Marina and The Diamonds
Aqui a coisa fica mais polêmica, mas aí está a graça de Marina, ela se diverte com uma certa dose de recalque na opinião alheia. Marina e os diamantes começou lá em meados de 2007 produzindo e fazendo all by herself, lançando EPs, até chegar com seu debut em 2010, The Family Jewels, demonstrando sua personalidade e acidez. Mas agora, em 2012, ganhou mais destaque e atenção com a chegada de Electra Heart, mesmo que seu grande “estouro” ainda seja duvidoso, Marina procurou “sensualizar” seu som. Com a criação da personagem Electra Heart, enlourou, tornou algumas de suas batidas mais pops, mas em momento algum perdeu a acidez e excelência de suas composições. Há aqueles que digam que ela está fazendo isso para atingir “a massa”, pode até ser, mas tudo não passa da continuação da ironização que ela faz à cultura americana dos blockbusters. Vamos acompanhar.

Ouça: Power and control

Sendo mainstream e (vergonhasamente) vulgar

Calvin Harris
O produtor britânico, em sua discografia, certo dia fez um som mais despreocupado, com uma marca própria muito mais relevante, mas aos poucos foi deixando para trás a característica retrô que suas músicas possuíam, influenciando-se pelo pior da euro-dance dos anos 90, até chegar em uma espécie de house totalmente descartável. E ao produzir faixas como We Found Love, para Rihanna, provou o gosto do sucesso estrondoso (e fugaz) com esse seu “trabalho sujo”.  Deixar isso tomar suas músicas próprias e contaminar sua carreira, that’s the point! Calvin Harris agora não faz mais aquele trabalho despreocupado, não faz mais aqueles vídeos divertidos e despretensiosos do começo da carreira, ele quer mais, ele está sendo completamente vulgar e nada sexy. Quem sabe ele não vira o próximo David Guetta nos charts da Billboard? O primeiro passo foi dado.

O que você ainda pode ouvir: Ready for the weekend

Cobra Starship
Sabe aquele doce de panela que você está preparando, delicioso, você chega a provar, mas quando se descuida vê que desandou e tem de descartar toda a porcaria no lixo? Isso resume o trabalho da banda americana Cobra Starship. Com seu último álbum, Night Shades, eles terminaram de dar uma “surra de bunda” no público, demonstrando que vulgarizaram de vez o som. As canções e videoclipes divertidos do começo da carreria se perderam em batidas pops genéricas e clipes da galera se divertindo na “buatchy”, parcerias musicais totalmente descartáveis, tudo começando na parceria, ainda do álbum anterior, com certa atriz de Gossip Girl no hit “Good girls gone bad”. Os caras tinham potencial para serem muito bons, mas as doses de tequila estão os fazendo passar vergonha no pole dance.

O que você ainda pode ouvir: Snakes on a plane (bring it)

Ainda há sim esperança neste mudo pop. A cantora Nelly Furtado, que teve dois primerios álbuns cheios de personalidade, perdeu tudo em Loose, atingindo a massa e se tornando apenas mais uma. Com os dois primeiros singles lançados recentemente de seu álbum novo, The Spirit Indestructible, que deve sair em breve, não atingiu os charts mas atingiu meu coração de fã de sua antiga fase. Esta é a prova de que um dia todos podem cair em si, nos resta torcer.

repost: os 50 álbuns do primeiro semestre de Rodrigo LC

Por Rodrigo Cruz 06 Jul 2012 Comments
repost: os 50 álbuns do primeiro semestre de Rodrigo LC

Julho tá aí, o ano tá na metade, então atualizei minha lista no rateyourmusic com os 50 álbuns que ouvi até agora, em ordem de preferência. Vou colocar só os 10 primeiros aqui, o resto vocês veem lá!

10) Mystery Jets Radlands
9) Guillemots Hello Land!
8) Rufus Wainwright Out of the Game
7) The Shins Port of Morrow
6) Beach House Bloom
5) Lee Ranaldo Between the Times and the Tides
4) Escort Escort
3) of Montreal Paralytic Stalks
2) The Cribs In the Belly of the Brazen Bull
1) Fiona Apple The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do

os 50 álbuns do primeiro semestre de Rodrigo LC

Por Rodrigo Cruz 03 Jul 2012 Comments

Julho tá aí, o ano tá na metade, então atualizei minha lista no rateyourmusic com os 50 álbuns que ouvi até agora, em ordem de preferência. Vou colocar só os 10 primeiros aqui, o resto vocês veem lá!

10) Mystery Jets – Radlands

9) Guillemots – Hello Land!

8) Rufus Wainwright – Out of the Game

7) The Shins – Port of Morrow

6) Beach House – Bloom

5) Lee Ranaldo – Between the Times and the Tides

4) Escort – Escort

3) of Montreal – Paralytic Stalks

2) The Cribs – In the Belly of the Brazen Bull

1) Fiona Apple – The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do

That’s not my name!

Por Rodrigo Cruz 14 Jun 2012 Comments
That's not my name!

Em maio o Stereogum publicou um artigo muito bacana sobre bandas que mudaram seu nome no início ou ao longo da carreira. A ideia do post surgiu com a observação que atualmente muitas bandas estão resolvendo trocar de nome (fiquei chocado que the morning benders agora se chama POP ETC).

Resolvi fazer uma lista semelhante com bandas brasileiras de várias épocas e estilos, algumas bem legais, outras nem tanto, que quiseram ou tiveram que trocar sua alcunha. Fiquem a vontade para mencionar outras bandas que eu não tenha lembrado!

TITÃS DO IÊ-IÊ / TITÃS – O octeto (!) paulistano nasceu “homenageando” o iê-iê-iê, rótulo usado para descrever o rock na primeira metade dos anos 60. Hoje, o Titãs deve ter, sei lá, dois integrantes, e ficamos aqui torcendo para que acabe logo. Num golpe de extrema genialidade – uma de suas supostas características – o ex-integrante Arnaldo Antunes chegou a lançar um álbum chamado Iê Iê Iê, olha só que bacana!

CANSEI DE SER SEXY / CSS – No início era uma piada, até mesmo no nome – tirado de uma declaração da cantora Beyoncé, que dizia estar cansada de ser sexy. Logo o Cansei se profissionalizou, deixou o esquema tosco das casas alternativas de São Paulo e ganhou o mundo simplificando o seu nome para a sigla CSS, mais compreensível para os gringos.

CPM / CAIXA POSTAL MIL E VINTE E DOIS / CPM 22 – Nascida apenas como CPM, a banda criou uma caixa postal para receber correspondências dos fãs (na época não tinha internet difundida como hoje) cujo número era 1022. Daí resolveram mudar o nome para Caixa Postal Mil e Vinte e Dois, e logo surgiu a nova sigla, CPM 22. Que criatividade, não é mesmo??

O’SEIS / OS MUTANTES – Os paulistanésimos da Pompéia, antes de alcançarem o sucesso com um empurrãozinho da galera tropicalista, formavam a banda O’Seis, que chegou a lançar um compacto. Metade da banda debandou e os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, junto com a amiga Rita Lee, rebatizaram o grupo como Os Mutantes, por sugestão do cantor Ronnie Von, que na época embarcava na psicodelia e estava lendo o livro O Império dos Mutantes. O resto é a história de sexo, drogas e rock n’ roll que todo mundo conhece.

J QUEST (lê-se “djei quest”) / JOTA QUEST – A banda trocou o “djei” inglês pelo “jota” português com medo de um processo da Hanna-Barbera, pelo uso indevido do nome do personagem Jonny Quest. Realmente, seria muita derrota sofrer um processo por quibar um desenho animado…

MAYBEES / LUDOV – O Maybees era uma das bandas mais bacanas do cenário paulistano do final dos anos 90/início dos 2000. Cantavam em inglês e, com a vontade de fazer um trabalho totalmente diferente e em português, “terminaram” com a banda para voltar pouco tempo depois como Ludov. Até hoje eles clamam que o Ludov é uma banda totalmente diferente do Maybees mas OI, era exatamente a mesma formação!!

JÚPITER MAÇÃ / JÚPITER APPLE / JÚPITER MAÇÃ – Alter-ego de Flávio Basso, músico gaúcho que apareceu nos anos 80 com as bandas TNT e Os Cascavelletes (com essa última, dublou a música “Eu quis comer você” no programa infantil de tv Clube Da Criança, na época apresentado por Angélica. Parece que tem 200 coisas erradas nessa frase, mas o fato está registrado em vídeo). Basso lançou o primeiro álbum solo como Júpiter Maçã. Como o segundo álbum foi escrito em inglês, mudou o nome para Júpiter Apple. Mas aí o terceiro disco foi lançado em português e ele voltou a ser Júpiter Maçã. Se ele lançar um disco em alemão ele vai mudar o nome para Júpiter Apfel? #humor

GERA SAMBA / É O TCHAN / NATA DO TCHAN – Um dos ícones da música mundial, É O Tchan, grupo de Carla Perez, Beto Jamaica, Compadre Washington e outros, começou a fazer sucesso ainda como Gera Samba, mas se rebatizou porque outro grupo com mesmo nome estava querendo se aproveitar da situação. Depois de muitos anos de atividade e trocas de integrantes – principalmente de dançarinas, se fundiu ao grupo Nata Do Samba, se transformando em Nata Do Tchan. Agora parece que É O Tchan está de volta com parte da formação original, essa informação confere? Confesso que tive preguiça de pesquisar…

os melhores álbuns de 2012 (mas já???)

Por Rodrigo Cruz 12 Apr 2012 Comments

Acredito que todos os listófolos já devem conhecer o Rateyourmusic, site que oferece aos usuários a publicação de resenhas sobre seus discos favoritos, além da possibilidade de atribuir notas a eles. O sistema de elaboração de listas é bem bacana e permite que você localize o álbum pelo nome do artista ou do próprio release. E dá pra fazer lista de uma porrada de coisa.

Resolvi começar meu ranking dos discos do ano desde já, e com o Rateyourmusic fica bem mais fácil. Por enquanto, quem lidera é Bloom, o lindo disco novo do Beach House.

The Hate Parade – Part 3

Por Cairo Braga 06 Mar 2012 Comments

Sei que vou ficar com figura de chato por começar minhas postagens aqui no Tablete com essa Hate Parade, mas tenho certeza que vocês verão que sou um amorzinho na realidade ao longo do tempo. ^^

Confiram as listas de ódio dos parceiros de blog Fabricio e Rodrigo e bora descer a lenha nas minhas 5 bandas favoritas só que ao contrário.

5. PUSSYCAT DOLLS

Sim, tem músicas delas que eu gosto. Mas isso não elimina o fato de que elas são (ou foram) odiosas e mais fake que a Britney Spears, a Ke$ha e a Katy Perry juntas. Conseguiram emplacar uns hits aqui e ali mas não sobreviveram ao fato de que eram ruins demais até pro público médio estadunidense e floparam com louvor. Como se não fosse o suficiente, vão ser ressucitadas com uma nova formação que inclui uma das ex-integrantes do Girlicious, o girl group “afilhado” das PCD.

4. TOKIO HOTEL

A banda que mantém a proporção de maquiagem e spray de cabelo equiparada com a de música ruim. Ou seja, em grandes quantidades. Bons tempos em que bandas andróginas cheias de glitter faziam música de qualidade e não somente barulho com um cara chorando por cima em videoclipes de uma breguice que só o Prince consegue sustentar com dignidade. E se tem uma coisa que o Tokio Hotel não vai ter nem daqui a 3000 encarnações é a dignidade do Prince.

3. NICKELBACK

Eles são aquela banda de rock romântico com guitarras pesadinhas e vocalista de voz rouquinha que tocou à exaustão na década passada. No meio de tanta banda igual a eles, não entendo porque exatamente eles se destacaram e fizeram tanto sucesso. Ah, e todas as músicas eram iguais.

2. JOTA QUEST

A única coisa pior do que banda ruim é banda que era boa pra caramba e tava construindo uma história massa que numa guinada virou banda ruim pra poder vender mais discos. Pra mim, esse é o caso do Jota Quest. Os primeiros 3 discos da banda são bons e mostram influências black muito bem inseridas no pop rock que a banda se propunha. Mas algo aconteceu e o Jota Quest virou mais uma bandinha qualquer que faz hit pra tocar na Jovem Pan. Ficaram chatos pra vida e até hoje não se recuperaram. Uma pena.

1. BLACK EYED PEAS

Os reis da farofa eletrônica ao lado de David Guetta, os BEP também entram na mesma categoria do Jota Quest: bandas que eram boas e que em nome da grana resolveram vulgarizar o próprio som. Eu adorava os BEP na época de “Where’s The Love”, “Shut Up”, “Don’t Phunk With My Heart”, “Let’s Get Started”, “My Humps”. Era pop-hip-hop-R-n-B acima do nível da maioria das coisas que tocavam no rádio. Até mesmo o álbum da Fergie ficou bom e tem faixas ótimas. Mas o synthpop e a dance music dos anos 90 invadiu o hip-hop e os BEP foram atrás com o intuito de tomar a frente dessa onda. Conseguiram, infelizmente. E eles estão em primeiro nessa lista porque desde 2009 é praticamente impossível escapar da farofada deles em qualquer balada do mundo.

The Hate Parade – part 2

Por Rodrigo Cruz 27 Feb 2012 Comments
The Hate Parade - part 2

Na semana passada, o LA Weekly publicou uma lista com as 20 piores bandas de todos os tempos. O Tablete Hipster também fez sua lista. O amg Fabricio Renovato já deu a partida com seu top 5 na última sexta-feira. Agora é a minha vez!

5) AC/DC

Sejamos sinceros: o AC/DC acabou quando o Bon Scott morreu. Daí entrou o Brian Johnson, que é péssimo, e a banda se tornou um plágio de si mesma. Mesmo quando eu era mega fã de heavy metal e hard rock o AC/DC nunca desceu.

4) Chumbawamba

Eu só conheço uma música dessa bomba, mas já é suficiente pra me fazer odiá-los profundamente. Eu tenho um problema com bandas que se metem a engraçadinhas – principalmente quando elas não tem graça nenhuma.

3) Black Eyed Peas

Ainda hoje, quando ouço “I Gotta Feeling”, me dá até coceira. O Black Eyed Peas é o cúmulo do clichê de tudo que é ruim na música pop, desde roupas e maneirimos vocais até raio laser no palco e uso indiscriminado do autotune.

2) Men At Work

Não tem pior vocalista na história da música que o Colin Hay. Quando ele grita “WHO CAN IT BE NOW” meu cérebro se liquefaz. Realmente a Austrália tem um péssimo histórico de bandas ruins (o AC/DC também é de lá).

1) Biquíni Cavadão

Eu não consigo descrever meu sentimento ao ver o vocalista Bruno. Dá vontade de, sei lá, esganá-lo. As letras são idiotas, as melodias bem mequetrefes mas, como caem fácil no gosto popular, as músicas se tornaram hits radiofônicos que martelaram nossos ouvidos por muito tempo. Ódio!!

The Hate Parade

Por Fabricio Renovato 24 Feb 2012 Comments

Inspirado pela lista das 20 piores bandas de todos os tempos que anda causando comoção nas redes sociopatas, resolvi fazer aqui a minha listinha – mas com 5 apenas, por que senão ia ter que criar um tumblr só pra isso (tipo 501 bandas que eu odeio). Mas vamos aos felizardos alvos da minha rejeição:

5. Engenheiros do Hawaii

Herdeiros do Pampa pobre.

Falar mal deles é como chamar o Maluf de ladrão. Mas versos como “Teus olhos são labirintos, Ana/que atraem os meus instintos mais sacanas” é de fazer corar participante bêbado de encontro estudantil. Sabendo que dessa lira saem outras coisas ainda mais assustadoras já garante seu lugarzinho nessa parada de infortunios.

4. Banda Uó

É tanta vontade de dar pinta que não dá vontade nem de escrever. Mas eles merecem a xoxação: tipico produto pra exportação, seguindo direitinho o molde Cansei de Ser Sexy: bando de gente ~hypadinha~ que se junta pra fazer um som e dar close na buatchy, cantando coisas bregas pra ser muderno, aparecer bastante na noite de São Paulo, trampolim certo pra aparecer na midia e doidos pra fazer carreira lá fora. A diferença: o CSS era truque sim, mas depois virou coisa seria e fez musicas realmente legais. Esse aí, nem o beneficio da novidade tem.

3. Beirut

Como assim? Por que? Muitos amigos meus vão achar que isso é um sacrilegio – e inclusive vão dizer que eu tinha que gostar da banda do Zach Condom por que eu sou fã de Los Hermanos. E dai? Beirut é CHATO. Chato pra caralho. E essa vibe de banda de DA que não usa xampu não cola comigo. Zac Camisinha, senta lá.

2. Pussycat Dolls

Eu nem ia colocar as xaninhas aqui por que nem banda isso é. Mas, enfim: cinco gostosas cantando e dançando de forma lasciva é mais velho que andar pra frente. O problema é que nem isso sustentou a coisa. E quando a unica integrante da ~banda~ não consegue sair em carreira solo, é por que o negócio realmente não dá. Nem com reality show pra escolher integrante, no melhor estilo É o Tchan, a vaca saiu do brejo.

1. Black Eyed Peas

Eu tenho estilo, eu acho!

A quintessência da canalhice musical, da falta de bom gosto e de senso. E que, claro, caiu nas graças do publico daqui. É uma versão em escala internacional do que existe de mais canastrão e caça-niqueis na musica, fazendo Frankensteins genericos pra galera Malhação se sentir na moda. Nada é mais risivel e ao mesmo tempo doloroso de ouvir.

Aguardo agora as listinhas dos colegas de blog. :)

Os melhores discos de 2011 em minha mais modesta opinião

Por Rodrigo Cruz 17 Feb 2012 Comments
Os melhores discos de 2011 em minha mais modesta opinião

Com o tradicional atraso de todos os anos, segue minha listinha do que ouvi de melhor no ano passado. Tentei colocar praticamente tudo novo que ouvi em 2011, deixando apenas uma ou outra bomba de fora. Não sou do tipo de hipster que ouve uns 100 discos por ano, prefiro ouvir uns 50 e dar a devida atenção a todos, hehe. Segue então meu top 40, com direito a mini-resenhas para os dez primeiros:

40. Friendly FiresPala
39. CSSLa Liberacion
38. Iron & WineKiss Each Other Clean
37. Florence + The MachineCeremonials
36. Scott WeilandA Compilation Of Scott Weiland Cover Songs
35. FeistMetals
34. Adele21
33. Asobi SeksuFluorescence
32. Is TropicalNative To
31. Bombay Bicycle ClubA Different Kind Of Fix
30. Hercules & Love AffairBlue Songs
29. Dum Dum GirlsOnly In Dreams
28. VaccinesWhat Did You Expect from the Vaccines
27. The StrokesAngles
26. White LiesRitual
25. MogwaiHardcore Will Never Die But You Will
24. The KooksJunk Of The Heart
23. The DecemberistsThe King Is Dead
22. Peter Bjorn & JohnGimme Some
21. Noel GallagherNoel Gallagher’s High Metal Birds
20. Architecture In HelsinkiMoment Bends
19. British Sea Power - Valhalla Dancehall
18. M83Hurry Up, We’re Dreaming
17. Amanda PalmerAmanda Palmer Goes Down Under
16. The Go! TeamRolling Blackouts
15. Cut CopyZonoscope
14. Lykke LiWounded Rhymes
13. Of Montrealthecontrollersphere
12. Death Cab For CutieCodes And Keys
11. Cold War KidsMine Is Yours

10. PJ HarveyLet England Shake. Depois do chatíssimo White Chalk e do genial álbum com seu parceiro John Parish, Polly Jean lançou seu disco mais rico em sonoridades e ritmos, que vão do folk ao rock com pitadas de música celta – aliás, o tema do álbum é, justamente, o país natal de PJ. Curioso que ainda há quem espere dela outro blockbuster tipo Stories From The City, Stories From The Sea, mas enfim. Músicas de destaque: “The Words That Maketh Murder”, “Let England Shake”, “In the Dark Places”.

9. LadytronGravity The Seducer. Ainda que eu seja mais fã da fase roqueira do Ladytron (Witching Hour e Velocifero), Gravity The Seducer tem o mérito de resgatar um pouco do synthpop com tons de darkwave do início da carreira da banda – mas sem uma pegada “pista de dança”. Apesar do clima new age em alguns momentos (“Ambulances”), o álbum empolga bastante, até em faixas mais calmas como a linda “White Elephant”, uma das melhores músicas do ano. Músicas de destaque: “White Elephant”, “Mirage”, “Ritual”.

8. YuckYuck. Os novos Strokes? rs brinks nada a ver. Até porque o som tem mais a ver com garage bands americanas dos anos 80/90 (apesar do Yuck ser de Londres), mas fazia tempo que não ouvia um álbum de estréia com tanto peso e energia. Músicas cheias de guitarras distorcidas pra acompanhar fazendo air guitar, intercaladas com semi-baladas dor-de-cotovelo de vocal triste. Acho importante mencionar que o visual da banda é bem bacana. Músicas de destaque: “The Wall”, “Holing Out”, “Operation”.

7. The RaptureIn The Grace Of Your Love. Cinco anos depois de Pieces Of The People We Love, o Rapture voltou com um álbum bem dançante e menos barulhento – as guitarras estão cada vez mais em segundo plano e os sintetizadores dominam a cena. A banda continua flertando com outros ritmos que fogem do dance-punk frenético que marcou seu primeiro trabalho, o que é bem legal. Um álbum maduro, mas nem por isso chato ou pouco contagiante. Músicas de destaque: “How Deep Is Your Love”, “Sail Away”, “Never Die Again”.

6. The KillsBlood Pressures. Hotel e VV continuam sujos, crus, barulhentos, distorcidos e o mais minimalista e lo-fi possível em seu quarto álbum de estúdio. E ainda assim encontram brechas para momentos sublimes praticamente inéditos na carreira do duo, como “Wild Charms” e “The Last Goodbye”. Sem dúvida, esse foi o show que mais me arrependi de não ter visto ano passado (e perdi a VV de cabelo vermelho :/ ) Músicas de destaque: “Nail In My Coffin”, “Heart Is A Beating Drum”, “The Last Goodbye”.

5. GirlsFather Son Holy Ghost. Podem me chamar de riponga à vontade, mas eu gosto dessa vibe meio sixties do Girls. Músicas longas, muito violão, piano elétrico, órgão, riffs e solos de guitarra, letras de amor e melancolia… E, principalmente, arranjos muitos bonitos, acompanhados pela voz quase sussurrada de Christopher Owens – não tem como não sentir um aperto no peito em “Forgiveness”. Daquele tipo de álbum lindo lindo lindo para escutar de cabo a rabo. Músicas de destaque: “Die”, “Forgiveness”, “Vomit”.

4. WilcoThe Whole Love. O Wilco é uma das bandas mais requisitadas para a programação de shows no Brasil em 2012 (virou até meme – http://iswilcocomingtobrazil.com). Também, pudera: The Whole Love está repleto de boas canções, alternando a tradicional pegada country da banda com rocks bem enérgicos. A última faixa, “One Sunday Morning”, é uma obra-prima, mesmo com seus mais de 12 minutos de duração. Músicas de destaque: “One Sunday Morning (Song For Jane Smiley’s Boyfriend)”, “I Might”, “Dawned On Me”.

3. RadioheadThe King Of Limbs. Sim, sou fã xiita do Radiohead, mas reconheço que Thom Yorke e sua turma voltaram sem muitas novidades. Ainda assim, The King Of Limbs foi um dos álbuns que mais gostei em 2011. As guitarras deram mais espaço para efeitos e synths e as batidas estão cada vez menos “orgânicas” e mais sincopadas, o que fez com que a banda adicionasse o músico Clive Deamer como segundo baterista nos shows. Disco bem diferente de seu antecessor, e eu não esperaria menos que isso. Músicas de destaque: “Separator”, “Morning Mr. Magpie”, “Lotus Flower”, “Bloom”.

2. MetronomyThe English Riviera. Nunca tinha dado muita bola para o Metronomy, mas o som tipicamente inglês de The English Riviera (no pun intended) me conquistou na primeira audição. Músicas que misturam um pouco de Roxy Music com new wave com New Order com uns lances experimentais, tudo conduzido por linhas de baixo empolgantes, vocais bem trabalhados e sintetizadores no lugar certo, sem grandiloquismo. Álbum de muito bom gosto, feito por quem entende da coisa. Músicas de destaque: “Everything Goes My Way”, “The Look”, “The Bay”, “Some Written”, “Love Underlined”.

1. Arctic MonkeysSuck It And See. Confesso que sempre torci um pouco o nariz para o Arctic Monkeys. Achei os dois primeiros discos divertidos, mas nada demais. Foi com o projeto Last Shadow Puppets que comecei a prestar mais atenção no Alex Turner e a partir do terceiro disco dos Monkeys, Humbug, de 2009, me apaixonei pela banda. Melodias mais elaboradas, letras mais interessantes e um notável desenvolvimento no vocal de Turner. Suck It And See coroou esta evolução: um álbum muito bem produzido (os efeitos e a mixagem das guitarras são excepcionais), com um tom deliciosamente vintage e cheio de hits incríveis. O Arctic Monkeys provou que é possível continuar sendo uma banda divertida e instigante ao aprimorar seu som sem se tornar boring. Músicas de destaque: “Reckless Serenade”, “Suck It And See”, “She’s Thunderstorms”, “Library Pictures”, “The Hellcat Spangled Shalala”.

Menção honrosa: Manic Street PreachersNational Treasures: The Complete Singles. Não pude incluir este álbum na lista oficial por não tratar-se de um álbum de inéditas, e sim uma coletânea de todos os singles lançados pela banda desde “Motown Junk” (1991) até a versão bacanuda de “This Is The Day” do The The (2011).  Quem me conhece sabe que Manic Street Preachers é minha banda de coração, e quem gosta de mim vai me dar a caixa em edição limitada com todos os 38 singles em vinil, dvd com todos os clipes, os vinis 7″ de New Art Riot e Suicide Alley e o batom com espelhinho *-*

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