Esqueça a farsa de Lana Del Rey. A nova cantora americana que está sendo hypada desde o fim de 2012 é Sky Ferreira. A única semelhança entre as duas é o bocão, já que as músicas de Sky são excelentes e não tem aquela cara de som de churrascaria feito pra tocar em rádio FM. O EP Ghost é incrível, com destaque para a popíssima dançante “Everything Is Embarassing” e a linda balada “Sad Dream”.
Como não amar alguém que coloca um tweet da Lindsay Lohan como cover do Facebook? <3
Semana passada, Sky fez seu debut na tv americana, claro, no programa de Jimmy Fallon, com seu visual noiva de Chucky. Infelizmente não dá pra incorporar o vídeo aqui por causa das limitações do WordPress, mas aí vai uma performance ainda mais legal na Newtown Radio, com direito a “You’re Not The One”, música de seu próximo álbum, de bônus :)
Nem tudo é lindo e perfeito nessa vida, não é mesmo? Portanto, antes de falar dos melhores álbuns do ano, resolvi detonar os piores! Fiquei na dúvida de como estruturar esta lista, então acabei fazendo o seguinte: o décimo-segundo colocado é a pior coisa que ouvi e o primeiro é o menos pior.
12) Owl City – The Midsummer Station
Baixei este álbum na maior boa vontade achando que podia ser algo bacana e me deparei com o pop chiclete mais safado que já ouvi na vida. Não lembro nem se consegui ouvir inteiro.
11) Sigur Rós – Valtari
Eu tentei dar uma chance pro Sigur Rós, já que tanta gente legal e de bom gosto acha a banda bacana. Mas não deu. Muito sono e tédio.
10) Micachu – Never
A primeira vez que ouvi Micachu achei bem doidinha e divertida. Mas este disco não passa de uma colagem de coisas aleatórias que nunca chegam a lugar nenhum.
9) The Ting Tings – Sounds From Nowheresville
A dupla fez um debut incrível, um show divertidaço no Festival Planeta Terra em 2009, lançou o single fofo “Hands” em 2010 mas parece que a inspiração acabou. Este segundo trabalho é fraco, repetitivo e tem no máximo duas músicas boas.
8) Liars – WIXIW
Aqui, temos um problema: vi o Liars na lista de melhores de 2012 de muita gente, mas sinceramente achei pretensioso e entediante. E olha que ouvi várias vezes tentando achar algo, mas não rolou.
7) Vive La Fête – Produit De Belgique
O duo belga já foi uma das coisas mais cool do electro rock, mas parece que estacionaram em 2005 e ninguém os tira de lá nem por decreto.
6) The Hives – Lex Hives
Nada contra o Hives continuar fazendo música pra moleque, mas acho que já deu o que tinha que dar.
5) Bonde Do Role – Tropicalbacanal
Orgulho nacional fazendo sucesso irreverente no exterior, o Bonde lançou um segundo álbum com direito a participações especiais célebres como Caetano Veloso e uma produção impecável do dj Gorky. O problema é: a piada já gastou faz tempo.
4) The Mars Volta – Noctourniquet
Não nego que o estilo do Mars Volta é incomparável e a banda é um tesão ao vivo. Mas ao longo do tempo foi se tornando cansativo, a ponto deste álbum se perder todo e se tornar impossível de ouvir inteiro.
3) Madonna – MDNA
Madonna tenta se recriar sempre. Às vezes dá certo, às vezes não… Nem com a ajuda de Nicki Minaj e M.I.A. a coisa foi pra frente, e MDNA é chato quando poderia ser contagiante.
2) Frank Ocean – Channel ORANGE
Ahahahaha, um dos melhores discos do ano para todo mundo é um dos piores para mim. Sério, eu juro que tentei, mas achei esse moço nada demais.
1) Lana Del Rey – Born To Die
Mais um exemplo de que o hype internético não é suficiente para segurar um artista fraco por muito tempo. Lana chama mais a atenção por sua tosquice que pela música. Um álbum com tantas referências e arranjos grandiloquentes que a enterram em uma produção exagerada que parece querer disfarçar que a moça não tem nada a dizer – ou melhor, cantar.
Continuando nosso passeio pelas bandas e artistas que participarão do festival Planeta Terra no próximo dia 20, hoje falaremos sobre a rapper norte-americana que é um dos grandes hits do ano, não só na música mas também nas polêmicas da internet: Azealia Banks.
Azealia Banks polemizando na capa da Dazed & Confused de setembro
A moça tem só 21 anos de idade, um EP e uma mixtape na bagagem, mas é queridinha da mídia desde que apareceu na lista de pessoas mais cool da New Musical Express no final de 2011. Descoberta por Diplo (sim, aquele que ajudou a catapultar o Bonde Do Rolê) quando ainda se auto entitulava “Miss Bank$”, em 2009, já começou quebrando o pau com o produtor Richard Russell e caindo fora do selo XL Recordings, por onde lançou apenas um single. Um dos grandes méritos de Azealia foi então utilizar o YouTube para viralizar seu trabalho e chamar a atenção do público e da mídia com sua postura escrachada e debochada.
Ainda em 2011, lançou o single de “212″, com participação do rapper Lazy Jay. A letra da música já mostrava uma das marcas registradas da rapper: a boca suja (“Now she wanna lick my plum in the evening/And fit that ton-tongue d-deep in/I guess that cunt getting eaten“)
Até o momento, os únicos registros da cantora são o EP 1991 (seu ano de nascimento), lançado em maio com apenas quatro faixas (fato que o tornou inelegível para algumas paradas, como a inglesa) e a mixtape Fantasea, uma montagem colaborativa cheia de samples com participação de vários produtores, como Liam Howlett, do Prodigy, e lançada em junho. A mixtape rendeu o single “Esta Noche”.O primeiro e muito esperado álbum já tem nome, Broke With Expensive Taste, e lançamento programado para fevereiro de 2013.
Não demorou muito e convites para parcerias apareceram. Azealia está em uma faixa do novo álbum do Scissor Sisters (embora a participação não tenha sido creditada) e em remixes de artistas como Major Lazer, Lana Del Rey, M.I.A. e Lady Gaga. As premiações também chegaram rápido: a cantora ganhou reconhecimentos no NME Awards e no Billboard Awards.
Polêmica é um dos ingredientes da carreira de Azealia até agora. A capa acima, da revista Dazed & Confused, foi banida em sete países antes mesmo da revista ser lançada. Em junho, ela xingou seu ex-empresário no Twitter, dizendo que preferia ter uma mulher ou um gay como manager, e em seguida deletou sua conta no microblog. Depois, cancelou shows em alguns dos maiores festivais de música com a justificativa que queria trabalhar em seu primeiro álbum. Comparações com Nicki Minaj foram inevitáveis, mas Banks logo tratou de se declarar uma outsider do establishment hip-hop e pop em vigor.
A grande questão é: Azealia Banks consegue sobreviver ao hype ou terá que continuar se baseando em letras e capas de revista polêmicas? Bom, pelo menos nós brasileiros teremos a chance de conferir uma performance em seu melhor momento. E tem tudo pra ser um show bem divertido!
Na época do lançamento de “Video Games”, o “hit” de Lana Del Rey, Deus e o mundo fez cover da música. Eis que, quase um ano depois, surge o cover definitivo para a canção. E, convenhamos, só um cara do naipe de Boy George para dar à esta bela canção a interpretação que ela merece. Ainda por cima, o vídeo é muito bonito!
Lana Del Rey parece não dar uma dentro, tadinha… No último final de semana, apresentou uma versão ao vivo bastante sofrível de “Heart-Shaped Box” do Nirvana para sua platéia em Sydney. O fato não passou batido pela viúva de Kurt Cobain, nossa querida e amada idolatrada salve-salve Courtney Love, que aproveitou pra dar uma trollada básica em Lana via Twitter (não preciso dizer para ler de baixo para cima, certo?)
As “musas” embelezando os vídeos que estrearam recentemente
Esta última semana de julho foi recheada de boas surpresas para nós que adoramos um videoclipe. Você estava dormindo demais nas suas férias ou tirando muitas fotos interessantes do pôr-do-sol e postando no instagram e, desta forma, acabou perdendo? Não tem problema, nós vamos te deixar por dentro, claro, dando aquela breve opinada sobre os trabalhos.
Mallu Magalhães – Sambinha Bom
Mallu volta para esfregar na nossa cara (novamente) que cresceu e agora é mulher. O vídeo é dividido em dois momentos, no primeiro a jovem mulher está envolta em um clima tropical e cheio de sensualidade, já no segundo o inverno toma conta do ambiente do vídeo, onde a paleta de cores monocromática é quebrada por maquiagem e roupas coloridas e bastante fashionistas na cantora. E a faixa é uma graça, Camelo realmente fez bem para a moça.
Lana Del Rey – Summertime Sadness
O que vemos aqui é mais um trabalho feito no capricho para a cantora americana. A faixa, além de ser declaradamente a preferida de “Born to Die” pela própria interprete, realmente é uma das que mais se destaca no álbum e agora sim, uma boa escolha de single. Mais filtros vintages em estilo instagram e dessa vez um drama lésbico, entre Lana e outra linda moça, que termina em suicídio, de uma forma poética e sem, por incrível que pareça, apelo.
Bat for Lashes – Laura
Com uma das vozes mais lindas da atualidade, Natasha Khan narra mais uma bela história com letra e vídeo, e chega quase que de surpresa, surpreendendo os fãs e divulgando clipe, tracklist e capa de seu próximo trabalho “The Haunted Man”. O vídeo feito para o carro-chefe Laura é cheio de emoção e de maneira simples transmite a mensagem da faixa.
Pet Shop Boys – Winner
Em um clima o tanto olímpico os caras estão de volta este ano, já divulgando primeiro single do próximo álbum. O vídeo conta a história de uma novata que quer ser aceita em um grupo de patinadoras e, quando consegue, todas juntas se tornam campeãs, oba! A música não é muito surpreendente mas é Pet Shop Boys, então vale o play.
Marcelo Jeneci – Pra Sonhar
O vídeo não surpreende em nada, é mais um daqueles vídeos colaborativos onde as pessoas enviam suas gravações e um editor vai lá e junta tudo, desta vez, com cenas de casamentos. Vale pela música, que é uma das mais bonitas do cantor.
Owl City e Carly Rae Jepsen – Good Time
Ops, confundi o video, mas é quase a mesma coisa, então quem quiser ver o vídeo original clique aqui, mas acho melhor ficar com a lembrança de Fireflies mesmo, ok?
Faixas de destaque: “Video Games”, “Blue Jeans”, “Summertime Sadness”
Desde meados de 2011 se fala muito em Lana Del Rey. De repente, todo mundo começou a perguntar: “quem é ela? Quem é ela?” Ué gente: Lana Del Rey é uma cantora lançada através de uma essencial estratégia de marketing viral para promover qualquer novo produto musical nos dias de hoje, oras.
O nome da cantora começou a pipocar em blogs (né, Lucio?) e outros veículos relacionados a música, ora graças a seus grandes lábios (sem intenção de trocadilho, juro), ora por causa da repercussão da música “Video Games”. Do dia para a noite, seu álbum “de estréia” se tornou a coisa mais aguardada do cenário musical, e ela rapidamente ganhou um status midiático que se compara ao de Amy Winehouse e Adele.
Bem, não vou perder tempo falando sobre quem é Lana, já que meu amg Fabricio fez isso com bastante propriedade em outro post neste blog. Mas eu não poderia deixar de ouvir e comentar Born To Die. Confesso que ouvi torcendo pro álbum ser horrível pra poder falar mal, rs, mas não foi bem isso que achei.
Justiça seja feita: Lana canta direitinho e o álbum é bem produzido. O grande problema que vejo em Born To Die é a falta de direção. Algumas faixas são uma xaropada cheia de violinos, como a faixa título, outras querem justificar o apelido que Lana se deu de “Nancy Sinatra gangsta” (“Diet Montain Dew” e “National Anthem”) e outras poderiam ter uma roupagem mais pop para serem gravadas por Britney Spears (“This Is What Makes Us Girls” e “Lolita”).
Tirando um deslize vocal ou outro (como o falsete vergonhoso de “Off To The Races”), Lana desenvolve um bom trabalho vocal, principalmente em “Blue Jeans” e “Million Dollar Man”. Por mais que me doa dar o braço a torcer, a melhor música de Born To Die é “Video Games”. Ela é daquelas canções que precisam de uma ocasião para se tornarem especial, e foi o que aconteceu comigo :)
Perto das bombas que tem sido lançadas por aí atualmente, Lana Del Rey tem tudo para se beneficiar com o apoio do marketing musical e desenvolver uma boa carreira. Ela só precisa escolher pra que lado vai, afinal.
Lana Del Rey apareceu do nada no meio do ano passado e BUM, de repente todo mundo só falava nela. O video (supostamente feito por ela) de “Video Games” teve milhões de acessos, a moça virou uma celebridade tão grande que pulou do You Tube imediatamente para as páginas de revistas de musica de todo mundo.
À medida que o tempo foi passando, começou a aparecer a verdade sobre a moça: ela já tinha lançado um álbum em 2008 com o seu nome, Lizzy Grant – e sem os lábios enormes que causaram comoção nas redes sociais. Detalhe: o álbum foi tirado da loja do iTunes assim que saiu o single de “Video Games”.
Depois de tanto buzz, finalmente foi lançado o álbum de estreia de Lana, “Born To Die”, com o single do mesmo nome puxando o disco, com direito a clipe com tigres numa igreja, baseado a dois e, claro, ela morrendo no fim numa pose meio Pietà.
Mas o álbum sobrevive ao hype? Sim. O disco mostra mais claramente que a moça (que assinou com uma major) é um produto, assim como todas as outras Gagas, Brits e Rihannas que se instalaram nas paradas de sucesso. A diferença é o som: a propria Lana se define como “Nancy Sinatra gangsta” e isso está lá, envolvido num pop mais sombrio e orquestrado, MUITO produzido e que deixa claro que a artista é um investimento grande para tentar alavancar não só a sua carreira, mas também a propria industria fonografica, com a venda de discos. Com Adele vendendo mais de 10 milhões de cds mundo afora, era hora de apostar numa jovem bonita, carismatica e a estrategia de lançamento foi extremamente bem sucedida.
O disco em si tem otimos momentos (“Born To Die”, “Video Games”, “Blue Jeans”) mas engasga em alguns outros, onde a persona mezzo pin-up mezzo boneca não casa com a musica (“National Anthem”, “That Is What Makes Us Girls”). Mas, em comparação com as gasguitas citadas acima, Lana/Lizzy mostra ter mais a oferecer. Os arranjos, em sua maioria, são de inegável bom gosto, embora superproduzidos e Lana (exceto no SNL) mostrou que sabe cantar, embora alegue que prefere trabalhar em estudio.