Com o tradicional atraso de todos os anos, segue minha listinha do que ouvi de melhor no ano passado. Tentei colocar praticamente tudo novo que ouvi em 2011, deixando apenas uma ou outra bomba de fora. Não sou do tipo de hipster que ouve uns 100 discos por ano, prefiro ouvir uns 50 e dar a devida atenção a todos, hehe. Segue então meu top 40, com direito a mini-resenhas para os dez primeiros:
40. Friendly Fires – Pala
39. CSS – La Liberacion
38. Iron & Wine – Kiss Each Other Clean
37. Florence + The Machine – Ceremonials
36. Scott Weiland – A Compilation Of Scott Weiland Cover Songs
35. Feist – Metals
34. Adele – 21
33. Asobi Seksu – Fluorescence
32. Is Tropical – Native To
31. Bombay Bicycle Club – A Different Kind Of Fix
30. Hercules & Love Affair – Blue Songs
29. Dum Dum Girls – Only In Dreams
28. Vaccines – What Did You Expect from the Vaccines
27. The Strokes – Angles
26. White Lies – Ritual
25. Mogwai – Hardcore Will Never Die But You Will
24. The Kooks – Junk Of The Heart
23. The Decemberists – The King Is Dead
22. Peter Bjorn & John – Gimme Some
21. Noel Gallagher – Noel Gallagher’s High Metal Birds
20. Architecture In Helsinki – Moment Bends
19. British Sea Power - Valhalla Dancehall
18. M83 – Hurry Up, We’re Dreaming
17. Amanda Palmer – Amanda Palmer Goes Down Under
16. The Go! Team – Rolling Blackouts
15. Cut Copy – Zonoscope
14. Lykke Li – Wounded Rhymes
13. Of Montreal – thecontrollersphere
12. Death Cab For Cutie – Codes And Keys
11. Cold War Kids – Mine Is Yours
10. PJ Harvey – Let England Shake. Depois do chatíssimo White Chalk e do genial álbum com seu parceiro John Parish, Polly Jean lançou seu disco mais rico em sonoridades e ritmos, que vão do folk ao rock com pitadas de música celta – aliás, o tema do álbum é, justamente, o país natal de PJ. Curioso que ainda há quem espere dela outro blockbuster tipo Stories From The City, Stories From The Sea, mas enfim. Músicas de destaque: “The Words That Maketh Murder”, “Let England Shake”, “In the Dark Places”.
9. Ladytron – Gravity The Seducer. Ainda que eu seja mais fã da fase roqueira do Ladytron (Witching Hour e Velocifero), Gravity The Seducer tem o mérito de resgatar um pouco do synthpop com tons de darkwave do início da carreira da banda – mas sem uma pegada “pista de dança”. Apesar do clima new age em alguns momentos (“Ambulances”), o álbum empolga bastante, até em faixas mais calmas como a linda “White Elephant”, uma das melhores músicas do ano. Músicas de destaque: “White Elephant”, “Mirage”, “Ritual”.
8. Yuck – Yuck. Os novos Strokes? rs brinks nada a ver. Até porque o som tem mais a ver com garage bands americanas dos anos 80/90 (apesar do Yuck ser de Londres), mas fazia tempo que não ouvia um álbum de estréia com tanto peso e energia. Músicas cheias de guitarras distorcidas pra acompanhar fazendo air guitar, intercaladas com semi-baladas dor-de-cotovelo de vocal triste. Acho importante mencionar que o visual da banda é bem bacana. Músicas de destaque: “The Wall”, “Holing Out”, “Operation”.
7. The Rapture – In The Grace Of Your Love. Cinco anos depois de Pieces Of The People We Love, o Rapture voltou com um álbum bem dançante e menos barulhento – as guitarras estão cada vez mais em segundo plano e os sintetizadores dominam a cena. A banda continua flertando com outros ritmos que fogem do dance-punk frenético que marcou seu primeiro trabalho, o que é bem legal. Um álbum maduro, mas nem por isso chato ou pouco contagiante. Músicas de destaque: “How Deep Is Your Love”, “Sail Away”, “Never Die Again”.
6. The Kills – Blood Pressures. Hotel e VV continuam sujos, crus, barulhentos, distorcidos e o mais minimalista e lo-fi possível em seu quarto álbum de estúdio. E ainda assim encontram brechas para momentos sublimes praticamente inéditos na carreira do duo, como “Wild Charms” e “The Last Goodbye”. Sem dúvida, esse foi o show que mais me arrependi de não ter visto ano passado (e perdi a VV de cabelo vermelho :/ ) Músicas de destaque: “Nail In My Coffin”, “Heart Is A Beating Drum”, “The Last Goodbye”.
5. Girls – Father Son Holy Ghost. Podem me chamar de riponga à vontade, mas eu gosto dessa vibe meio sixties do Girls. Músicas longas, muito violão, piano elétrico, órgão, riffs e solos de guitarra, letras de amor e melancolia… E, principalmente, arranjos muitos bonitos, acompanhados pela voz quase sussurrada de Christopher Owens – não tem como não sentir um aperto no peito em “Forgiveness”. Daquele tipo de álbum lindo lindo lindo para escutar de cabo a rabo. Músicas de destaque: “Die”, “Forgiveness”, “Vomit”.
4. Wilco – The Whole Love. O Wilco é uma das bandas mais requisitadas para a programação de shows no Brasil em 2012 (virou até meme – http://iswilcocomingtobrazil.com). Também, pudera: The Whole Love está repleto de boas canções, alternando a tradicional pegada country da banda com rocks bem enérgicos. A última faixa, “One Sunday Morning”, é uma obra-prima, mesmo com seus mais de 12 minutos de duração. Músicas de destaque: “One Sunday Morning (Song For Jane Smiley’s Boyfriend)”, “I Might”, “Dawned On Me”.
3. Radiohead – The King Of Limbs. Sim, sou fã xiita do Radiohead, mas reconheço que Thom Yorke e sua turma voltaram sem muitas novidades. Ainda assim, The King Of Limbs foi um dos álbuns que mais gostei em 2011. As guitarras deram mais espaço para efeitos e synths e as batidas estão cada vez menos “orgânicas” e mais sincopadas, o que fez com que a banda adicionasse o músico Clive Deamer como segundo baterista nos shows. Disco bem diferente de seu antecessor, e eu não esperaria menos que isso. Músicas de destaque: “Separator”, “Morning Mr. Magpie”, “Lotus Flower”, “Bloom”.
2. Metronomy – The English Riviera. Nunca tinha dado muita bola para o Metronomy, mas o som tipicamente inglês de The English Riviera (no pun intended) me conquistou na primeira audição. Músicas que misturam um pouco de Roxy Music com new wave com New Order com uns lances experimentais, tudo conduzido por linhas de baixo empolgantes, vocais bem trabalhados e sintetizadores no lugar certo, sem grandiloquismo. Álbum de muito bom gosto, feito por quem entende da coisa. Músicas de destaque: “Everything Goes My Way”, “The Look”, “The Bay”, “Some Written”, “Love Underlined”.
1. Arctic Monkeys – Suck It And See. Confesso que sempre torci um pouco o nariz para o Arctic Monkeys. Achei os dois primeiros discos divertidos, mas nada demais. Foi com o projeto Last Shadow Puppets que comecei a prestar mais atenção no Alex Turner e a partir do terceiro disco dos Monkeys, Humbug, de 2009, me apaixonei pela banda. Melodias mais elaboradas, letras mais interessantes e um notável desenvolvimento no vocal de Turner. Suck It And See coroou esta evolução: um álbum muito bem produzido (os efeitos e a mixagem das guitarras são excepcionais), com um tom deliciosamente vintage e cheio de hits incríveis. O Arctic Monkeys provou que é possível continuar sendo uma banda divertida e instigante ao aprimorar seu som sem se tornar boring. Músicas de destaque: “Reckless Serenade”, “Suck It And See”, “She’s Thunderstorms”, “Library Pictures”, “The Hellcat Spangled Shalala”.
Menção honrosa: Manic Street Preachers – National Treasures: The Complete Singles. Não pude incluir este álbum na lista oficial por não tratar-se de um álbum de inéditas, e sim uma coletânea de todos os singles lançados pela banda desde “Motown Junk” (1991) até a versão bacanuda de “This Is The Day” do The The (2011). Quem me conhece sabe que Manic Street Preachers é minha banda de coração, e quem gosta de mim vai me dar a caixa em edição limitada com todos os 38 singles em vinil, dvd com todos os clipes, os vinis 7″ de New Art Riot e Suicide Alley e o batom com espelhinho *-*
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