Coachella, Primavera e o sonho de um festival brasileiro decente

As grandes notícias da semana foram as divulgações quase simultâneas dos line-ups de dois dos maiores mega-festivais da atualidade: Coachella, o tradicional evento californiano que acontecerá em dois finais de semana de abril, e o espanhol Primavera Sound, que a cada ano se consolida como um dos maiores da categoria e esse ano acontece de 22 a 26 de maio em Barcelona.

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Os dois eventos trazem alguns headliners e grande parte das atrações iguais, como Postal Service, Grizzly Bear, Phoenix, Blur, Band Of Horses, Tame Impala e são opções tanto para os indie-hipsters ligados em novidades quanto para quem curte música alternativa desde os anos 80 e 90. Medalhões destas décadas estão com tudo: ambos trarão Blur, Dinosaur Jr, Nick Cave & The Bad Seeds e Wu Tang Clan. O Coachella ainda traz Stone Roses, Jello Biafra, Red Hot Chili Peppers, Spiritualized, Violent Femmes, New Order, Moby, Paul Oakenfold e Jurassic 5, enquanto o Primavera ataca com Bob Mould, Breeders, My Bloody Valentine e Jesus And Mary Chain. O arroz de festa Franz Ferdinand, atração confirmada no nosso Lollapalooza desse ano, também estará no Coachella (fazendo o que, eu não sei).

Entre as atrações do Coachella que estão lançando disco novo durante o ano estão Vampire Weekend, Johnny Marr, Foals, Janelle Monáe e Yeah Yeah Yeahs, enquanto o Primavera anuncia shows de Christopher Owens, The Knife e Solange.

O Blur não cansa de ir e vir e é um dos headliners dos festivais Coachella e Primavera Sound.

O Blur não cansa de ir e vir e é um dos headliners dos festivais Coachella e Primavera Sound.

Se este pobre autor tivesse dinheiro para cogitar a hipótese de escolher um dos dois festivais, seria o Primavera. Além das atrações citadas acima, inclusive as que se repetem em ambos, Fiona Apple, Deerhunter, Titus Andronicus e Crystal Castles conquistaram meu coraçãozinho.

Por falar em dinheiro, o passe simples para o Coachella, já esgotado, saiu por USD 349 (R$ 708,00). Para o Primavera ainda rola um desconto e dá pra desembolsar só 160€ (R$ 437,00).

Agora me fala: depois disso, dá ânimo ir num Lollapalooza da vida pagando R$ 990 pra ver Pearl Jam e Planet Hemp? :/

Girls e outros duos que não foram pra frente

Ano passado, todo mundo ficou #chatiado com a notícia que a dupla americana Girls chegava ao fim, depois de dois discos mega foda. Nem deu tempo pra chorar as pitangas e logo veio o anúncio que o lead singer, Christopher Owens, estava com seu primeiro álbum no forno. Lysandre acaba de sair, e o resultado faz parecer que o Girls nunca acabou.

Lysandre é quase um álbum conceitual, com todas as músicas conectadas pela mesma melodia. Owens adicionou outros elementos ao som, como saxofones. As letras continuam falando do lado bom e do lado ruim do amor. Um disco muito bom, que com certeza vai ficar marcado entre os melhores de 2013 e ainda será destrinchado melhor por aqui. Mas fica a pergunta: o que fazia Chet “JR” White, o outro cara do Girls???

Girls: o outro cara + Christopher Owens

Girls: o outro cara + Christopher Owens

Além deles, muitas outras duplas por aí são ou foram caracterizadas por um dos integrantes ter mais destaque – geralmente, por motivos cabíveis. Nas que acabaram, sempre fica a pergunta: o que aconteceu com o “outro”? Vamos ver:

The-White-Stripes-002The White Stripes – Jack White cantava, tocava guitarra e piano, produzia, tocava com seiscentas outras bandas enquanto sua parceira de duo Meg White só ficava lá no fundo, tocando bateria e sendo linda. Jack chegou a mencionar em entrevista para a Esquire que Meg era “muito desinteressada”.

The Dresden dollsDresden Dolls – o duo de “cabaret-rock”, formado por Brian Viglione e Amanda Palmer, entrou em hiato em 2008 e chegou a fazer alguns shows entre 2010 e 2012. Mas Amanda, que sempre chamou muito a atenção por seu estilo completamente tresloucado, engatou uma carreira solo bastante elogiada e virou queridinha indie.

she_and_him_02523She & Him – Zooey Deschanel co-estrelou o filme indie-hipster 500 Dias Com Ela (ao lado de Joseph Gordon-Levitt), tem uma série de tv na Fox chamada New Girl, fez papéis em outros filmes, trabalhou como modelo, é ex-esposa de Ben Gibbard, do Death Cab For Cutie, e ah! tem uma dupla com esse cara, o M. Ward.

CarpentersThe Carpenters – a fama dos irmãos Carpenter sempre girou em torno da vocalista e baterista Karen e seu problemas com a anorexia, que acabou causando sua morte. O irmão Richard se dedica a proteger o legado da família evitando filmes ruins sobre Karen, lançar coletâneas e colecionar carros.

wham_1176491765Wham! – A dupla britânica que lançou George Michael para o estrelato era formada também por Andrew Ridgeley, que depois do fim do duo tentou várias coisas – de piloto de Formula 3 a ator. Ele tentou voltar ao showbiz com uma nova banda em 1990, que não teve o contrato renovado após o primeiro disco.

erasure-4fe0144e7acd8Erasure – Outro duo inglês, mas que existe ainda hoje e até virou hashtag no Twitter. O problema é que ninguém lembraria de Andy Bell se ele não cantasse, já que, antes de colocar um anúncio no jornal procurando um vocalista, o outro membro da dupla, Vince Clarke, já tinha passado por nada mais nada menos que Depeche Mode e Yazoo!

O álbum perdido dos Beatles – não, pera

E se os Beatles não tivessem se separado em 1970? Um maluco pensou nessa hipótese e criou o site The Beatles Never Broke Up, onde diz ter tido acesso a uma fita cassete com registros de um álbum nunca lançado pela banda. O cara conta uma história BIZARRA sobre como conseguiu as gravações, mas confesso que não tive muito saco pra ler tudo.

Beatles em 2012, logo após o lançamento de Everyday Chemistry ¬¬

Beatles em 2012, logo após o lançamento de Everyday Chemistry ¬¬

Claro que é uma grande brincadeira, já que todo mundo jura de pé junto que os últimos trabalhos inéditos dos Beatles, “Free As A Bird” e “Real Love”, foram lançados na coletânea Anthology em 1995 (e no fundo eram canções inéditas de John com elementos adicionados por Paul, George e Ringo).

As onze faixas de Everyday Chemistry, o suposto disco perdido, não passam de colagens – bem feitas, diga-se de passagem – de músicas das carreiras solo dos quatro cavalheiros de Liverpool! O divertido é tentar reconhecer cada trecho usado em “músicas” com títulos como “Soldier Boy”, “Four Guys” e “Mr. Gator’s Swamp Jamboree”.

Se estiver sem nada melhor pra fazer, dá um pulo . Dá pra ouvir cada música em streaming ou baixar o “álbum” inteiro.

 

O primeiro grande álbum de 2013!

Encerrada a discussão “melhores discos de 2012″, é hora de começar a ficar atento aos lançamentos do novo ano! Dia 14 sai pela Matador Records Fade, o novo do pioneiro trio indie americano Yo La Tengo. O álbum já vazou e você pode baixá-lo por meios não oficiais, mas olha… tá difícil de conseguir (não que eu tenha tentado, um amigo me contou…)

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A linda capa de Fade, o novo do Yo La Tengo.

Após quatro anos do último registro, a banda tenta resgatar a sonoridade de seus álbuns lançados no final dos anos 90/início de 2000, e promete letras profundas que falam sobre laços emocionais e o processo de envelhecimento. Não é surpresa, considerando que o casal Ira Kaplan e Georgia Hubley está na estrada fazendo barulho há quase 30 anos.

O vídeo da música “Before We Run”, dirigido pela filmmaker americana Emily Hubley, que está no YouTube desde novembro, mostra um pouco do clima de Fade, com direito a um belo arranjo de cordas e um naipe de metais meio soturno. Muito linda!

No final de dezembro surgiu um vídeo para a música que abre o álbum, “Ohm”, e promete um disco excelente. Sim, a árvore é a mesma da capa de Fade e do vídeo de “Before We Run”.

Estou bastante empolgado para ouvir esse disco, assim que achar um torrent válido comprá-lo no iTunes. Agora, uma coisa é certa: pra mim, a coisa mais incrível que o Yo La Tengo fez foi a cover de “Hedwig’s Lament/Exquisite Corpse” de Hedwig & The Angry Inch, com vocal de Yoko Ono <3

50 anos de música em gifs 8-bit

Muita gente já deve conhecer esse site, mas é sempre bom lembrar de coisas legais :) Um cara chamado Josh criou o Music History In Gifs, que ilustra importantes fatos da música em lindos gifs 8-bit animados - desde a apresentação dos Beatles no Ed Sullivan show em 1964, passando pela revolução mercadológica digital do álbum In Rainbows do Radiohead em 2007 até o hit da internet “Gangnam Style” em 2012, tudo mais ou menos em ordem cronológica.

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Até o campeão dos melhores álbuns de 2012 segundo o Tablete Hipster ganhou gif!

A maioria dos gifs traz comentários engraçados e irônicos, como o de “Oxford Comma”, música do Vampire Weekend que fala sobre as vírgulas usadas na língua inglesa para eliminar possíveis interpretações dúbias após a conjunção “and” (“2008. Vampire Weekend pergunta a todos suas considerações sobre “oxford comma” (…) E, pra constar, “oxford commas” eliminam ambiguidade eu me importo profundamente com elas”).

O legal é que, além de bandas importantes de vários momentos da música alternativa, como Grizzly Bear, Dirty Projectors, White Stripes, Girl Talk, Neutral Milk Hotel e Deerhoof, o site ainda abre espaço para histórias como a mudança de nome de Prince, a falência de MC Hammer, a dancinha de Rick Astley e a performance de Marty McFly (Michael J. Fox) tocando “Johnny B Goode” em De Volta Para O Futuro.

A batalha do Metallica contra o Napster também ganhou gif

A batalha do Metallica contra o Napster também virou gif

E vamos lá: tem coisa mais hipster que gif 8-bit??

Esperando o próximo fim do mundo

Se você está lendo este post é porque o mundo não acabou. Mas o assunto vai continuar rendendo, independente do que diz o calendário maia ou outras profecias desastrosas. Afinal, sempre tem gente esperando ou desejando o fim! Por isso, preparamos algumas sugestões para você esperar seu próximo fim de mundo!

Muse – “Apocalypse Please”

Elvis Costello – “Waiting For The End Of The World”

The Strokes – “The End Has No End”

Placebo – “The Bitter End”

David Bowie – “As The World Falls Down”

The Cure – “The End Of The World”

E a mais clichê de todas, mas que não poderia faltar:

R.E.M. – “It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)”

E você? Qual sua trilha para o próximo fim do mundo?

O fundraising do of Montreal

Quando eu digo que Kevin Barnes & cia são foda tem gente que ainda duvida. A nova peripécia dos queridinhos deste blog, of Montreal, é um documentário sobre a  história da banda, chamado Song Dynasties.

A ideia tem raízes em 2007, quando o filmmaker Jason Miller registrou a turnê do álbum Hissing Fauna Are You The Destroyer? a pedido de Barnes. Os dois gostaram da brincadeira e fizeram o mesmo na turnê de seu sucessor, Skeletal Lamping, incluindo o famigerado show em Roseland, NYC, em que Kevin entrou no palco montado em um cavalo. O líder da banda foi juntando também todos seus registros caseiros, incluindo filmagens do início da carreira, totalizando mais de 16 anos de of Montreal em vídeo.

Kevin Barnes e seu alazão

Kevin Barnes e seu alazão

Todos os fãs devem estar ansiosos e em polvorosa, não é mesmo? É melhor que estejam, porque o dinheiro acabou e foi lançado um fundraising para arrecadar o que falta para finalizar os registros da turnê atual, Paralytic Stalks, e o processo de montagem e edição do filme.

Mas Kevin não está simplesmente pedindo contribuições, e sim oferecendo um EP exclusivo, chamado Young Froth/Taypiss, para os fãs que ajudarem com pelo menos 35 doletas. O EP traz músicas que datam da década de 90 e nunca foram lançadas. Um teaser, “Drachnids”, foi disponibilizado no soundcloud do grupo.

Falando em teasers, o site oficial da banda está cheio de snipets do filme, como esse vídeo com o guitarrista Bryan Poole falando sobre a época de Satanic Panic In The Attic (minha preferida, inclusive).

Segundo Kevin, a banda está próxima do seu objetivo, conforme o vídeo de agradecimento publicado na fanpage do grupo no Facebook.

Mais sobre Song Dynasties aqui e aqui.

Entre tapas e beijos

Pelo jeito, o Fleetwood Mac está voltando com tudo no verão. A antológica banda que alcançou seu maior sucesso nos anos 70 com o álbum Rumours, simplesmente o oitavo disco mais vendido na história da música (40 milhões de cópias), confirmou que fará nova turnê em 2013.

Fleetwood Mac em um momento WTF? na época de Rumours

Fleetwood Mac em um momento WTF? na época de Rumours

A fama do grupo vai além da música. Em 1975, a banda tinha dois casais em sua formação: Lindsay Buckingham + Stevie Nicks e John McVie + Christine McVie. Ambos entraram em um processo de separação ao mesmo tempo, enquanto o baterista, Mick Fleetwood, também se divorciava de sua esposa. Há “rumours” rs inclusive de trocas entre os casais… A tensão gerada pelos quebra-paus internos somada ao alto consumo de álcool e drogas permeou todo o processo de composição e gravação de Rumours, o que é bastante perceptível na maioria das canções do álbum.


“You Make Loving Fun” é uma das músicas mais “leves” de Rumours.

Em meados deste ano, foi lançado pela Concorde um tributo produzido por Randall Poster e Gelya Robb, chamado Just Tell Me What You Want Me: A Tribute To Fleetwood Mac, com nomes como Lykke Li, Antony (aquele do The Johnsons), Best Coast, The Kills, Lee Ranaldo + J. Mascis, Tame Impala, MGMT entre outros, cobrindo todo o repertório da banda. O álbum é muito bem produzido e as versões de “Rhiannon” do Best Coast e “Silver Springs” de Lykke Li são incríveis.

Acompanhando sua edição de janeiro de 2013, a revista Mojo lança Rumours Revisited, um tributo ao maior sucesso da banda. Com nomes um pouco menos conhecidos, os destaques ficam para o Yeasayer e o Liars:

O visual de Stevie Nicks nos anos 80 é algo digno de nota...

O visual de Stevie Nicks nos anos 80 é algo digno de nota…

A cadela da Fiona e outras histórias

A maior e mais triste notícia da semana passada foi, sem dúvida, o cancelamento da vinda de Fiona Apple a uma semana dos shows no Brasil. A cantora optou por ficar em sua casa cuidando de Janet, sua cadela pitbull que sofre de câncer e pode não resistir à doença. Fiona quis estar por perto para, talvez, se despedir de sua fiel companheira pela última vez.

Muitos interpretaram como falta de profissionalismo, mas a cantora, em carta de próprio punho publicada em seu perfil no Facebook, disse que “não quer ser a mulher que coloca a carreira na frente da amizade e do amor”.

Cancelamentos de shows acontecem. Seja por doença, como no caso do Kasabian no Planeta Terra deste ano, ou “problemas de agenda”, como o Gossip em duas ocasiões, ou outros imprevistos. Mas alguns, como no caso de Fiona, são bem inusitados. Veja mais alguns cancelamentos de shows no Brasil:

Fiona Apple e Janet: uma história de amor <3

Modest Mouse
A banda teve que cancelar seu show no SWU de 2011 a poucas horas do horário marcado porque os equipamentos não chegaram a tempo! A “desorganização” do festival não avisou o público e no início do show do Hole, atração imediatamente após a banda na programação, era possível ver fãs incrédulos peguntando “ué cadê o Modest Mouse??”

SWU 2012
Em 2011 foi o mico com o Modest Mouse. Em 2012 o festival inteiro acabou sendo cancelado, logo quando começavam a ser ventiladas algumas das atrações. Basicamente, o SWU perdeu bastante da credibilidade quando foi anunciada a possível mudança para a Arena Anhembi em São Paulo (as edições anteriores aconteceram em clima de Woodstock – com direito a lama – em fazendas no interior de São Paulo).

Guns N’ Roses
A banda do insistente Axl Rose ia fazer um show “secreto” em uma casa noturna em São Paulo em março de 2010. Chegou a passar o som mas desistiu na última hora! O problema é que o show que teoricamente era “secreto” foi anunciado o dia inteiro nas redes sociais pelos vips convidados. Rolou pancadaria entre os donos da boate, a equipe da banda, o pessoal do programa Pânico Na TV e Marcos Mion, rs.

Curitiba 
A capital paranaense, que já não é lá um lugar muito procurado para eventos internacionais, está bem zicada. Em dois meses, dois shows já foram cancelados: Linkin Park e Cavalera Conspiracy.

Metal Open Air
Se tem algum festival mais micado que o SWU na história brasileira, é o Metal Open Air. Idealizado como um ultra-blaster-mega festival de metal em São Luiz/MA, foi recorde de desistência de bandas, que justificaram o ato como falta de compromisso dos organizadores (dizem que não pagaram as bandas). O terceiro dia do festival foi cancelado e o público que não tinha como voltar para casa ficou hospedado no alojamento, sob vigilância de meros 20 homens da Polícia Militar. Lamentável.

Coldplay
No último dia 13, o Coldplay divulgou que faria uma passagem pela América Latina em fevereiro de 2013. Três dias depois, publicaram uma nota dizendo que, por “circunstâncias inesperadas”, eram obrigados a adiar sua vinda. Gente, pra que marcar uma data e cancelar três dias depois? Sinceramente? Tomara que nem venham.

Ressaca do Planeta Terra

Quando a chuva começou na manhã de sábado, muita gente se desanimou. Tinha tudo para ser ruim, mas a experiência do Planeta Terra 2012 foi ótima, principalmente para quem está acostumado a enfrentar perrengues em outros festivais brasileiros, como SWU e Lollapalooza. Pouca fila para entrar, estruturas de bar e banheiros organizadas, distância razoável entre os palcos e sem muitos obstáculos.

Baseado na minha experiência em outros festivais realizados no Jockey Club De São Paulo, como o TIM Festival – onde os palcos eram montados na parte asfaltada e cobertos, fiquei surpreso ao ver que tudo foi montado para lembrar os velhos tempos do Playcenter – menos os brinquedos, claro, rs. O mais engraçado foi reparar a mudança de última hora nos cartazes que divulgavam os horários dos palcos (alguns traziam pedaços de fita crepe cobrindo o nome do Kasabian).

A chuva era fraca e esparsa, e cessou totalmente por volta das cinco horas, durante o show do Best Coast (“trouxemos o sol! É nosso presente para vocês”, disse a fofa vocalista da banda, Bethany Cosantino). O fim da chuva foi um alívio, pois a pista estava perto de virar um lamaçal do nível SWU 2011.

Os ingressos desta edição não se esgotaram, e isto era perceptível: era muito tranquilo andar pelos arredores do palco e em qualquer lugar que você ficasse tinha uma ótima visão dos shows, tanto no Main Stage quando no Indie Stage.

Na hora de ir embora, quando geralmente se instaura o caos, uma surpresa: muitos ônibus paradinhos na porta do Jockey, esperando para levar a galera até o metrô Anhangabaú, pelo mesmo preço da passagem normal :D

E, claro, o que tornou o Terra deste ano inesquecível foram shows maravilhosos que comentaremos aqui ao longo da semana. Curta a ressaca do Terra com a gente, rs.