O pré-carnaval do Grizzly Bear

Como o tempo passa, né? Foi lá no final de outubro de 2012 que o Grizzly Bear xingou muito no twitter sobre a dificuldade de fechar apresentações no Brasil. Não demorou muito para que o Lucio trouxesse os americanos para um Popload Gig (obrigado, Lucio!). Confirmados shows em São Paulo e Rio, a banda ficou feliz. E nós também!

Os quatro novaiorquinos do Brooklyn chegaram ao Brasil no sábado, vindos do México, e parecem ter se divertido muito em terras paulistanas, como mostram o Twitter da banda e a foto publicada no perfil particular de Ed Droste:

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E no domingo, depois das caipirinhas e blocos de pré-carnaval, Ed Droste & cia subiram ao palco do Cine Joia, com mais ou menos meia hora de atraso, mandando três canções de Shields, seu elogiadíssimo álbum do ano passado: “Speak In Rounds”, “Adelma” e “Sleeping Ute”. Eu, pelo menos, esperava que o show fosse centrado apenas nele e em Veckatimest, o clássico de 2009, mas os novaiorquinos trouxeram no set list músicas de Yellow House, o primeiro álbum com Daniel Rossen, láááá de 2006 (a psicodélica “Lullabye” e, já no bis, “Knife” e “On A Neck, On A Spit”) e até do debut Horn Of Plenty (a linda “Shift”). Não, eu não leio setlists antes de ir para o show :)

Grizzly Bear no palco do Cine Joia no último domingo

Grizzly Bear no palco do Cine Joia no último domingo

Logo no início, Ed disse ter amado nosso país e agracedeu imensamente aos brasileiros, ato que repetiu inúmeras vezes durante a apresentação. Ele e o baterista Christopher Bear eram os mais empolgados – Ed chegou até a sambar com uma batida improvisada por Bear. Daniel, mais na dele, mostrou ser um instrumentista extremamente talentoso, assim como Chris Taylor, que revezou o baixo com flauta, oboé e sax. Falando em talento, as harmonias vocais da banda ao vivo são impressionantes!

A interação banda-plateia foi incrível. Em algum momento, alguém gritou “JÁ PODE CHORAR??” e, enquanto o publico ria, Ed fazia cara de WTF?? ”Fine For Now” foi insistentemente pedida pela galera, sem sucesso. Mas depois do elogio de Ed (“nossos amigos músicos já haviam nos contado sobre o público do Brasil. Realmente, vocês são incríveis”) nem dava pra ficar chatiado.

Reproduzidas fielmente e com muito capricho nas texturas sonoras, “Cheerleader”, “Two Weeks”, “Ready, Able” e “While You Wait For The Others”, do essencial Veckatimest, fizeram a alegria da turma mezzo hipster mezzo coxinha que lotou o Cine Joia. “Foreground”, do mesmo álbum, arrancou lágrimas. Mas foi com “Yet Again”, uma das melhores músicas de Shields, que a casa de shows tremeu. A banda até tentou equilibrar climas mais calmos com momentos mais pesados, mas em alguns momentos a coisa quaaaase ficou um pouco morna.

Ed e Daniel no clima intimista de "Foreground".

Ed e Daniel no clima intimista de “Foreground”.

A primeira parte do show acabou em catarse, com a linda “Sun In Your Eyes”. Mas a versão acústica de “All We Ask”, última do bis, encerrou tudo de vez de forma quase celestial, preparando o povo para encarar sem medo a chuva que desabava do lado de fora da casa. O set list foi impecável, mas eu me dei mal: minha música preferida, “Southern Point”, foi deixada de fora!!!! Daí, foi minha vez de xingar muito no Twitter:

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A ferida aberta de Christopher Owens

lysandre_coverCHRISTOPHER OWENS

Lysandre

Fat Possum Records, EUA, 2013

Faixas de destaque: “New York City”, “Here We Go Again”, “Riviera Rock”, “Love Is In The Ear Of The Listener”


Christopher Owens
parece ser um cara bastante solitário: passa horas passeando sozinho quase diariamente pelo Golden Gate Park, em San Francisco, a cidade para onde se mudou em busca de uma carreira como pintor. O plano inicial mudou e ele se tornou guitarrista da banda de apoio de Ariel Pink, antes de começar a escrever o que se tornaria seu primeiro trabalho em parceria com JR White, o outro membro do duo Girls, em 2007. Mas o cantor tem um senso de urgência e, cinco anos, dois álbuns e um EP depois, debandou para começar sua carreira solo.

Ainda durante a última turnê do Girls, Owens começou a rascunhar o que se tornaria seu primeiro trabalho individual. Quase um álbum conceitual, tem como fio condutor seu caso com uma garota francesa chamada Lysandre (óbvio) mas expõe muito seu passado meio barra pesada e a experiência com o Girls. O tom, claro, é bastante confessional: as letras falam de amor, desilusão, dúvida. Em “Here We Go”, o cantor promete que o ouvinte vai encontrar honestidade (“and if your ears are open/you will hear honesty from me”). Algumas letras são incríveis divãs: aparentemente, em “Broken Heart”, o cantor lamenta uma relação homossexual que acabou quando o outro rapaz se apaixonou por uma garota (a relação gay é fato assumido por ele, mas como terminou é pura especulação minha, baseado na letra). Já em “Love Is In The Ear Of The Listener”, ele questiona seu próprio talento (“what if everybody thinks I’m a phony?/what if nobody gets me?”).

Christopher Owens na sessão de fotos para uma campanha da Yves Saint-Laurent, no final de 2012.

Christopher Owens na sessão de fotos para uma campanha da Yves Saint-Laurent, no final de 2012.

Uma coisa que Lysandre tem em comum com outros álbuns que ouvi esse ano e me chamou muito a atenção: é um disco curto, conciso, direto. Parece que os compositores estão assimilando que em 2013 são poucas as pessoas com tempo e paciência para consumir obras muito longas. Neste caso, são onze faixas, sendo que duas delas são vinhetas de menos de 1 minuto. O elo de todas as canções – a moça Lysandre – é representado pela melodia que as une e se apresenta logo na primeira faixa, “Lysandre’s Theme”, quase barroca, com violão clássico e flauta. A melodia se repete no final de quase todas as músicas, sempre de acordo com o arranjo de cada uma. Musicalmente, aliás, as canções lembram muito os trabalhos do Girls, e dão uma ideia do rumo que o duo poderia ter tomado se Owens e White tivessem chegado a um acordo. O backing vocal feminino, marca registrada do álbum Father, Son, Holy Ghost, de 2011, também aparece aqui (a suave voz é de Hannah Hunt, namorada de Chris – vou fazer a íntima e chamá-lo assim a partir de agora).

Além da flauta, outro instrumento diferente que ganha presença é o saxofone – o solo em “New York City”, a faixa mais rock n’ roll tanto musicalmente quanto liricamente (“I remember looking through the barrel of a loaded gun”), é uma delícia. Arriscando-se em terrenos inóspitos, ele nos brinda com uma coisa meio reggae, meio caribenha em “Riviera Rock”. O álbum termina com “Part Of Me (Lysandre’s Epilogue)”, um tema country rock que representa quase um exorcismo de seu passado (“you were a part of me, but that part of me is gone”).


Em uma banheira de quarto de hotel, Chris nos mostra a gênese de Lysandre

O fim do Girls, em meados do ano passado, foi um baque para todo mundo que os acompanhava e que ficou embasbacado com seu segundo álbum. Mas Chris disse em entrevistas que o duo cresceu muito rápido, e as coisas seriam melhores se eles pudessem ter ido mais devagar. Agora, em voo solo, ele tem a chance de trilhar um caminho mais tranquilo. Com Lysandre, ainda que em baby steps, mostrou que está no rumo certo.

Coachella, Primavera e o sonho de um festival brasileiro decente

As grandes notícias da semana foram as divulgações quase simultâneas dos line-ups de dois dos maiores mega-festivais da atualidade: Coachella, o tradicional evento californiano que acontecerá em dois finais de semana de abril, e o espanhol Primavera Sound, que a cada ano se consolida como um dos maiores da categoria e esse ano acontece de 22 a 26 de maio em Barcelona.

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Os dois eventos trazem alguns headliners e grande parte das atrações iguais, como Postal Service, Grizzly Bear, Phoenix, Blur, Band Of Horses, Tame Impala e são opções tanto para os indie-hipsters ligados em novidades quanto para quem curte música alternativa desde os anos 80 e 90. Medalhões destas décadas estão com tudo: ambos trarão Blur, Dinosaur Jr, Nick Cave & The Bad Seeds e Wu Tang Clan. O Coachella ainda traz Stone Roses, Jello Biafra, Red Hot Chili Peppers, Spiritualized, Violent Femmes, New Order, Moby, Paul Oakenfold e Jurassic 5, enquanto o Primavera ataca com Bob Mould, Breeders, My Bloody Valentine e Jesus And Mary Chain. O arroz de festa Franz Ferdinand, atração confirmada no nosso Lollapalooza desse ano, também estará no Coachella (fazendo o que, eu não sei).

Entre as atrações do Coachella que estão lançando disco novo durante o ano estão Vampire Weekend, Johnny Marr, Foals, Janelle Monáe e Yeah Yeah Yeahs, enquanto o Primavera anuncia shows de Christopher Owens, The Knife e Solange.

O Blur não cansa de ir e vir e é um dos headliners dos festivais Coachella e Primavera Sound.

O Blur não cansa de ir e vir e é um dos headliners dos festivais Coachella e Primavera Sound.

Se este pobre autor tivesse dinheiro para cogitar a hipótese de escolher um dos dois festivais, seria o Primavera. Além das atrações citadas acima, inclusive as que se repetem em ambos, Fiona Apple, Deerhunter, Titus Andronicus e Crystal Castles conquistaram meu coraçãozinho.

Por falar em dinheiro, o passe simples para o Coachella, já esgotado, saiu por USD 349 (R$ 708,00). Para o Primavera ainda rola um desconto e dá pra desembolsar só 160€ (R$ 437,00).

Agora me fala: depois disso, dá ânimo ir num Lollapalooza da vida pagando R$ 990 pra ver Pearl Jam e Planet Hemp? :/

“Querida Srta. Corações Solitários”

Que felicidade!! Além dos 25 álbuns descritos do post de lançamentos mais esperados do ano, semana passada descobri que em abril teremos novo disco de um dos queridinhos deste blog, o Cold War Kids! O nome promete: Dear Miss Lonely Hearts, e o Stereogum já ventilou o primeiro single, “Miracle Mile”.

Ansioso!!

Girls e outros duos que não foram pra frente

Ano passado, todo mundo ficou #chatiado com a notícia que a dupla americana Girls chegava ao fim, depois de dois discos mega foda. Nem deu tempo pra chorar as pitangas e logo veio o anúncio que o lead singer, Christopher Owens, estava com seu primeiro álbum no forno. Lysandre acaba de sair, e o resultado faz parecer que o Girls nunca acabou.

Lysandre é quase um álbum conceitual, com todas as músicas conectadas pela mesma melodia. Owens adicionou outros elementos ao som, como saxofones. As letras continuam falando do lado bom e do lado ruim do amor. Um disco muito bom, que com certeza vai ficar marcado entre os melhores de 2013 e ainda será destrinchado melhor por aqui. Mas fica a pergunta: o que fazia Chet “JR” White, o outro cara do Girls???

Girls: o outro cara + Christopher Owens

Girls: o outro cara + Christopher Owens

Além deles, muitas outras duplas por aí são ou foram caracterizadas por um dos integrantes ter mais destaque – geralmente, por motivos cabíveis. Nas que acabaram, sempre fica a pergunta: o que aconteceu com o “outro”? Vamos ver:

The-White-Stripes-002The White Stripes – Jack White cantava, tocava guitarra e piano, produzia, tocava com seiscentas outras bandas enquanto sua parceira de duo Meg White só ficava lá no fundo, tocando bateria e sendo linda. Jack chegou a mencionar em entrevista para a Esquire que Meg era “muito desinteressada”.

The Dresden dollsDresden Dolls – o duo de “cabaret-rock”, formado por Brian Viglione e Amanda Palmer, entrou em hiato em 2008 e chegou a fazer alguns shows entre 2010 e 2012. Mas Amanda, que sempre chamou muito a atenção por seu estilo completamente tresloucado, engatou uma carreira solo bastante elogiada e virou queridinha indie.

she_and_him_02523She & Him – Zooey Deschanel co-estrelou o filme indie-hipster 500 Dias Com Ela (ao lado de Joseph Gordon-Levitt), tem uma série de tv na Fox chamada New Girl, fez papéis em outros filmes, trabalhou como modelo, é ex-esposa de Ben Gibbard, do Death Cab For Cutie, e ah! tem uma dupla com esse cara, o M. Ward.

CarpentersThe Carpenters – a fama dos irmãos Carpenter sempre girou em torno da vocalista e baterista Karen e seu problemas com a anorexia, que acabou causando sua morte. O irmão Richard se dedica a proteger o legado da família evitando filmes ruins sobre Karen, lançar coletâneas e colecionar carros.

wham_1176491765Wham! – A dupla britânica que lançou George Michael para o estrelato era formada também por Andrew Ridgeley, que depois do fim do duo tentou várias coisas – de piloto de Formula 3 a ator. Ele tentou voltar ao showbiz com uma nova banda em 1990, que não teve o contrato renovado após o primeiro disco.

erasure-4fe0144e7acd8Erasure – Outro duo inglês, mas que existe ainda hoje e até virou hashtag no Twitter. O problema é que ninguém lembraria de Andy Bell se ele não cantasse, já que, antes de colocar um anúncio no jornal procurando um vocalista, o outro membro da dupla, Vince Clarke, já tinha passado por nada mais nada menos que Depeche Mode e Yazoo!

E se Rocky Horror fosse hippie?

Esse post é sobre algo literalmente soooo last year, mas que vale a pena relembrar e comentar. No último Halloween, os hipongas do mega-blaster-grupo The Polyphonic Spree fez um show no HMV Forum, em Londres, tocando a trilha sonora do clássico do cinema cult Rocky Horror Picture Show na íntegra. Tinha tudo para ser incrível, mas não deu lá muito certo…

O esforço foi louvável, se lembrarmos a importância que o musical tem na história da cultura pop e o quanto muitas bandas dariam para ter a oportunidade de levar à frente uma iniciativa do tipo. O problema é que Tim DeLaughter e sua trupe entregaram um registro que deixou a desejar. Apesar do trabalho bacana dos vocalistas, principalmente dos intérpretes de Susan e Brad, a performance no geral transpira amadorismo, como se o grupo tivesse tido pouco tempo para ensaiar (de fato, arrumar um horário adequado para os quinze integrantes se reunirem deve ser difícil, rs).

O messias Tim DeLaughter como Frank-N'-Furter na performance de Rocky Horror Picture Show do Polyphonic Spree (foto: The Guardian)

O messias Tim DeLaughter como Frank-N’-Furter na performance de Rocky Horror Picture Show do Polyphonic Spree (foto: The Guardian)

 

A performance virou o CD 1 do álbum duplo Songs From The Rocky Horror Picture Show Live (o CD2 traz a segunda parte do show, com músicas da banda e covers sofríveis para “See Me Hear Me Touch Me Heal Me” e “Pinball Wizard” do Who). O problema é que a gravação foi MUITO mal feita. Som abafado, vozes com o volume oscilante, instrumentos mal mixados. Parece gravação de bootleg não-oficial.

Enfim, uma pena. Rocky Horror merecia mais. Talvez, se o registro tivesse sido lançado em vídeo, o efeito teria sido melhor. Este registro de “Time Warp” gravado pela platéia mostra que o show deve ter sido bem divertido.

E pensar que o Polyphonic Spree já fez um cover tão bacana de “Wig In A Box”, da trilha do musical Hedwig & The Angry Inch, para o tributo de mesmo nome e trilha do documentário Follow My Voice

Mais uma cantora hypada… mas dessa vez é boa!

Esqueça a farsa de Lana Del Rey. A nova cantora americana que está sendo hypada desde o fim de 2012 é Sky Ferreira. A única semelhança entre as duas é o bocão, já que as músicas de Sky são excelentes e não tem aquela cara de som de churrascaria feito pra tocar em rádio FM. O EP Ghost é incrível, com destaque para a popíssima dançante “Everything Is Embarassing” e a linda balada “Sad Dream”.

Como não amar alguém que coloca um tweet da Lindsay Lohan como cover do Facebook? <3

Como não amar alguém que coloca um tweet da Lindsay Lohan como cover do Facebook? <3

Semana passada, Sky fez seu debut na tv americana, claro, no programa de Jimmy Fallon, com seu visual noiva de Chucky. Infelizmente não dá pra incorporar o vídeo aqui por causa das limitações do WordPress, mas aí vai uma performance ainda mais legal na Newtown Radio, com direito a “You’re Not The One”, música de seu próximo álbum, de bônus :)

Os lançamentos mais esperados de 2013

Muito bem, o ano começou e começou sério! Vários lançamentos esperadíssimos e surpresas muito boas já foram anunciados e agora é ficar na espera pelos leaks para download links para comprar no iTunes. Alguns, na verdade, já dá pra ouvir por aí :) Dá só uma olhada na lista dos álbuns mais esperados pelo Tablete Hipster em 2013:

25) Phoenix
Vamos ver se os garotos continuam coxinhas e viraram um The Killers de vez ou se ainda dá pra esperar coisa boa.

24) Foals

23) Cloud Nothings

22) Queens Of The Stone Age

21) Wavves (26/3)

20) Deerhunter

19) Azealia Banks - Broke With Expensive Taste (12/2)
Depois de um EP e uma mixtape, a rapper americana maluquinha tem a chance de provar que dura um disco todo.

18) Nick Cave & The Bad Seeds (18/2)

17) Depeche Mode (março)
Sinceramente, nunca fui fãzaço de Depeche Mode, mas vale a pena conferir o novo álbum depois de quatro anos de silêncio.

16) My Bloody Valentine
Outro que também eu também não sou fã mas tô pagando pra ver

15) M.I.A.Matangi
O lançamento estava previsto para abril, mas a gravador adiou porque achou o álbum “positivo demais”.

"Putz, fui gravar com a Madonna, me fudi :x"

“Putz, fui gravar com a Madonna, me fudi :x”

14) Johnny Marr (25/2)
Ex-Smiths lançando álbum é sempre coisa linda de se ver.

13) The Black Keys
Vamos ver se sobrevivem ao hype, né…

12) Toro Y Moi (22/1)
Já vazou e é MUITO BOM!

11) Yo La Tengo (15/1)
Outro que já vazou e tá foda. Prevejo top 10 dos melhores do ano.

10) The KnifeShaking The Habitual

9) Christopher OwensLysandre (15/1)
O álbum do ex-Girls já pode ser ouvido em streaming aqui.

8) The CribsPayola (coletânea, 25/2)
Ok, é coletânea, mas tem música inédita da fase Johnny Marr e a banda é boa, então…

7) Vampire Weekend
Olha o axé aí geeeeente!

6) Yeah Yeah Yeahs
U-hu! Karen O está de volta!

5) Strokes
Será que eles se redimem da chatice de Angles?

4) Arcade Fire
Os queridinhos indie-hipster já estão preparando o sucessor de The Suburbs. Curiosos?

3) SuedeBloodsports (março)
Primeiro álbum de inéditas desde 2002. Ansiedade power!

2) Atoms For PeaceAmok (28/1)
Primeiro registro de estúdio da nova banda de Thom Yorke! Isso quer dizer que não teremos Radiohead esse ano, pelo jeito…

1) David Bowie (março)
A melhor surpresa do ano até agora foi o anúncio de um novo álbum de Deus, quero dizer, Bowie. A primeira música já está rolando por aí.

David Bowie's The Next Day

Bowie resolveu sair da toca e nos presentar com um disco novo. Mais um forte candidato para o top 10 dos melhores álbuns de 2013!

E vocês? Que discos estão esperando para 2013?

O álbum perdido dos Beatles – não, pera

E se os Beatles não tivessem se separado em 1970? Um maluco pensou nessa hipótese e criou o site The Beatles Never Broke Up, onde diz ter tido acesso a uma fita cassete com registros de um álbum nunca lançado pela banda. O cara conta uma história BIZARRA sobre como conseguiu as gravações, mas confesso que não tive muito saco pra ler tudo.

Beatles em 2012, logo após o lançamento de Everyday Chemistry ¬¬

Beatles em 2012, logo após o lançamento de Everyday Chemistry ¬¬

Claro que é uma grande brincadeira, já que todo mundo jura de pé junto que os últimos trabalhos inéditos dos Beatles, “Free As A Bird” e “Real Love”, foram lançados na coletânea Anthology em 1995 (e no fundo eram canções inéditas de John com elementos adicionados por Paul, George e Ringo).

As onze faixas de Everyday Chemistry, o suposto disco perdido, não passam de colagens – bem feitas, diga-se de passagem – de músicas das carreiras solo dos quatro cavalheiros de Liverpool! O divertido é tentar reconhecer cada trecho usado em “músicas” com títulos como “Soldier Boy”, “Four Guys” e “Mr. Gator’s Swamp Jamboree”.

Se estiver sem nada melhor pra fazer, dá um pulo . Dá pra ouvir cada música em streaming ou baixar o “álbum” inteiro.