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Banks para ninguém

Por Fabricio Renovato 07 Nov 2012 Comments

Com a turnê do furacão Sandy passando com sucesso e parando tudo em Nova York, algumas coisas tiveram que ser adaptadas. Por exemplo, o talk show do David Letterman foi gravado sem plateia. Isso foi nada pra atração musical do dia, Paul Banks, vocalista do Interpol e conhecido pela sua postura fria no palco, como se não tivesse ninguém mesmo SEMPRE. Dessa vez, ele estava lá pra apresentar o single de seu segundo álbum solo – e o primeiro que ele assina com seu nome real.

Bom, fique aqui com a apresentação de “Young Again”, do disco “Banks”.

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O disco em si tem diferenças do som da banda de origem de Banks, o que justifica sua propria existência, mas não a ponto de parecer um projeto solo totalmente relevante. Mas pra quem gosta do som do Interpol, não vai se incomodar em nada.

Baile funk hipster

Por Fabricio Renovato 25 Oct 2012 Comments

Azealia Banks é um desses nomes que aparecem out of nowhere e de repente quebram tudo. Como resistir a esse funkão da Chatuba feat NYC?

A menina botou todo mundo pra rebolar no Jockey sábado. OK, ela segurou as mais bombadas pro fim do show, ensanduichado entre as apresentações do Suede e do Garbage, o que mostra que a gatam é esperta.

O ritmo da moça é tão contagiante que tinha gente fazendo Gangnam Style na hora em que ela tocou seu megablaster hit, “212″.

A moça, se tiver cabeça no lugar e um plano de carreira legal, chega longe. Pelo menos, ela é muito mais divertida do que qualquer Rihanna dessas.

O lixo mais lindo

Por Fabricio Renovato 23 Oct 2012 Comments

Depois de anos – década e meia, melhor dizendo – de espera, o Garbage finalmente veio ao Brasil. E fez um show pra ficar gravado na retina, no cérebro e na alma de todo os darklings.

Shirley Manson, a diva (que depois andou dando pinta na Bienal) mostrou que a banda estava feliz de verdade em estar ali, falando com o público e sendo uma espécie de tia descolada dando dicas pra garotada: “montem uma banda AMANHÃ DE MANHÃ, esse é o melhor emprego do mundo porque você conhece suas bandas preferidas e viaja conhecendo culturas diferentes” e mostrando que “presença de palco” não é ser poser ou shoegazer: é GANHAR O PÚBLICO. Tudo bem que ela ganhou todos ao entrar muda no palco, mas vê se não é isso que se espera de uma banda de rock?

E pra completar eles tocam “Crush #1″. Aí, vc me mata, Shirley.

Inesquecível…

Yet Again

Por Fabricio Renovato 27 Sep 2012 Comments

E dando prosseguimento à minha obsessão por Shields, novo e incrível disco do Grizzly Bear, eis aqui o clipe do primeiro single, “Yet Again” lançado hoje no YouTube via canal do The Creaters Project.

Depois de ver esse video, só ficou uma duvida: é mesmo possível uma pessoa andar de patins, com aquela lâmina tão fina, no meio da rua?

De nada.

Batalha Vencida ou Perdida?

Por Fabricio Renovato 23 Sep 2012 Comments
Batalha Vencida ou Perdida?

E lá vem o The Killers com álbum novo, depois de alguns anos de pausa e projetos paralelos de quase todos os seus integrantes. O que o quarteto de Las Vegas nos reserva com Battle Born?

A princípio, nada de muito diferente: a banda continua investindo no seu estilão de rock grandioso, emulando diretamente o U2 e de certa forma lembrando, especialmente nesse álbum, o Coldplay de Mylo Xyloto e o Muse, seus atuais concorrentes no nicho de bandas com som de arena.

Talvez o que mais chame a atenção no som de Battle Born seja que as musicas estão mais parecidas entre si, com melodias em tons parecidos. Em seu disco anterior, Human, a pegada dance era um diferencial e nos primeiros – e melhores – cds, a banda conseguia fazer uma maior diversidade de sons. Aqui tudo soa meio parecido e até um tanto messiânico demais. Parece que o intervalo de quase quatro anos fez a banda vir com fome de épico.

Pra não dizer que é tudo MUITO parecido, tem uma pitada de Human aqui, um tantinho de despretensão ali – o melhor exemplo dessa descontração  - ou talvez dessa ambição usada de forma mais interessante – aparece em “The Rising Tide” e na lentinha “Heart of a Girl”. Mas a banda parece mesmo mais a fim de fazer do céu o limite.

Nota: 7

BANDA DA SEMANA: Grizzly Bear

Por Fabricio Renovato 21 Sep 2012 Comments

Na época do lançamento do seu álbum mais interessante, e possivelmente um dos melhores do ano para várias publicações ao redor do mundo, nada mais justo que a banda da semana seja o Grizzly Bear.

Sim, eu tô completamente viciado no novo cd deles, Shields e esse post serve como pretexto pra falar deles mais uma vez. Então toma.

A banda começou no quarto de Edward Droste, no qual ele compôs sozinho as musicas do primeiro álbum, Horn of Plenty em 2004. A ideia nem era necessariamente criar uma banda, mas fazer um projeto pessoal a ser conhecido apenas pelos amigos. Mas o álbum caiu nas graças da imprensa e o que era um projeto apenas cresceu e evoluiu para uma banda, formada pelos seus amigos Christopher Bear (bateria, que participou de algumas faixas de Horn of Plenty) e Chris Taylor (baixo) e foi fechada com a entrada posterior do outro cérebro do grupo, Daniel Rossen.

Já um quarteto, foi a vez de lançar Yellow House, gravado na casa amarela (entenderam?) da mãe de Ed e que foi considerado por muita gente um dos álbuns do ano, gerando um hit, “Knife”.

Depois, veio enfim o grande sucesso com Veckatimest, pet album do Rodrigo e que consolidou o estilo muito proprio da banda do Brooklyn: harmonias vocais, melodias etéreas, doces e melancólicas, num crescendo sempre. Como antes, o álbum foi considerado um dos melhores do seu ano de lançamento, 2008. Morra vendo eles se apresentando no Jools Holland.

Shields é diferente por não se basear nessa zona de conforto. As harmonias lindas de vozes combinadas com musica maravilhosa ainda está lá, mas dessa vez o quarteto trouxe mais peso e até por que não dizer, alguma agressividade para o conjunto. A experimentação que a banda sempre trouxe em seu DNA foi numa direção diferente e conseguiu dar peso e velocidade diferentes ao ritmo. O resultado?

Mais um, com certeza, nas listas de melhores do ano. E muito amor.

Sem escudos

Por Fabricio Renovato 18 Sep 2012 Comments
Sem escudos

Eu sei que o Rodrigo já escreveu sobre o novo álbum do Grizzly Bear, Shields, que está sendo lançado oficialmente hoje. Mas eu tenho ouvido TANTO esse cd que eu precisava falar sobre ele.

Pelas prévias lançadas nos ultimos tempos – o primeiro single, “Yet Again” e a faixa que abre o novo disco, “Sleeping Ute” – parecia que o álbum iria numa direção diferente do anterior, Veckatimest, que saiu em 2009 e esteve em algumas listas de melhores do ano.

Eu, particularmente, não me apeguei tanto a Veckatimest. Não sei, tenho a impressão que o álbum tem uma certa falta de punch, de peso, que me deixou um pouco incomodado. Mas esse peso (o que pode ser considerado relativo, já que a banda não tem um som pesado, muito pelo contrário) está em Shields, não apenas nas faixas que foram lançadas, mas essa velocidade diferente ecoa em diferentes pontos do disco.

Seja em “Speak in Rounds” ou em “A Simple Answer” essa vibração está ali, não descaracterizando o som de forma alguma mas trazendo um novo elemento ao som da banda do Brooklyn. Essas faixas acabam aproximando o som do Grizzly Bear de outros conjuntos da região como os meus queridíssimos The National e The Walkmen, com um vigor diferente, mais forte.

Mas as melodias continuam hiper bem trabalhadas e lindas, e faixas como as duas citadas antes e “Half Gate” trazem o lirismo apaixonante da banda em alto e bom som, coração aberto. Sem duvida, um dos meus albuns do ano.

Farol baixo

Por Fabricio Renovato 13 Sep 2012 Comments
Farol baixo

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Um desses fenômenos de hype indie que ninguém sabe direito onde começou, o Two Door Cinema Club despontou pra grande sucesso no mundinho hipster com seu primeiro álbum, cheio de musicas animadas pra pular cazamigue. Sem qualquer afetação, o álbum era bem divertido e valia a pena toda lambeção em cima do trio norte-irlandês.

Mas, como sempre acontece, chega a hora do segundo álbum. O momento em que tudo o que o artista ou a banda passou se funde às coisas que ela tem vontade de fazer e as vezes, só as vezes, com a vontade de abrir horizontes, ir numa direção diferente. E foi meio o que o Two Door fez em seu segundo disco, Beacon.

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O álbum é mais calmo, menos dançante do que o anterior. E isso tira um pouco da graça da banda, que era tão bacaninha pelas melodias dançantes. Pode ser que no afã de mostrar serviço ou maturidade, o trio tenha optado por fazer algo mais lowdown, mais calmo. Mas isso acabou indo contra a propria cara que a banda tinha. Mas não é um álbum ruim. Ele só não tem muito punch.

Vacinas para curar a febre

Por Fabricio Renovato 12 Sep 2012 Comments
Vacinas para curar a febre

E o The Vaccines, a mais nova banda hypada dos ultimos tempos botou a cara a tapa e lançou o segundo álbum, Come of Age.

Chegada a hora de provar se a banda mantêm o fôlego e o frescor ou se o fator novidade expirou o prazo de validade e o quarteto inglês vai sumir na poeira. E eles não deixam a peteca cair, não.

O álbum é divertido, tem uma pegada bacana e melodias que grudam no ouvido igual à estreia. O riff que abre o disco em “No Hope” já ajuda a dar uma ideia que a banda não quis desacelerar e essa impressão passa por todo o cd, ficando clara n0 single “Teenage Icon” (seria uma piada?)

Lá pelo meio, eles até dão uma relaxada e mandam mais lento em faixas como “Weirdo” e “Lonely World”, mas sempre entremeadas com batidas rápidas como as de “Bad Mood” até o final com “Misbehaviour”.

Disquinho bacana, pra ouvir com galere no esquenta da noite. :)

Coexista

Por Fabricio Renovato 11 Sep 2012 Comments
Coexista

Eu li uma entrevista que os integrantes do The xx deram pra Spin falando de como o segundo álbum deles estava indo numa direção e de repente, eles se juntaram para escrever uma musica e tudo ganhou um novo rumo.

O nome do álbum, por essa razão, é bem apropriado. Só que essa ideia vai além. Na verdade, eu tenho visto muita gente falar que esperava mais, que o álbum é chato, monótono e até que ele é parecido demais com o antecessor. Não vejo dessa forma.

Coexist aproveita todo o trabalho que o trio londrino já tinha feito, o seu som minimalista e chique e extrapola um componente fundamental que já estava no álbum de estreia da banda  e que aqui se realiza de forma mais clara: a emoção.

Faixas como “Chained”, “Fiction”, “Missing” deixam isso claro: trata-se de um momento de abertura do som, não tanto para experimentações mas principalmente para uma maior expansão de sentimentos dentro da malha sonora composta pela banda. É a nova mistura com mais partes de sentimento dentro do ambiente controlado pelos alquimistas do xx. E isso é lindo. <3

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